Foto: Rafael Ferreira
Com o avanço do verão e o aumento das temperaturas do mar, a presença da caravela-portuguesa volta a preocupar banhistas no litoral do Rio de Janeiro. O registro mais recente ocorreu em Arraial do Cabo, no dia 9 de janeiro, mas especialistas alertam que fevereiro segue sendo um período crítico para novas aparições, devido às correntes marítimas e aos ventos que empurram o animal em direção à costa.
Por que a caravela-portuguesa aparece mais no verão?
A caravela-portuguesa é comum em águas quentes e sua aproximação das praias brasileiras acontece com mais frequência entre dezembro e março. Nesta época do ano, fatores como:
- aumento da temperatura do oceano
- mudanças nas correntes marítimas
- ventos constantes em direção ao continente
favorecem o deslocamento do animal até áreas rasas, inclusive praias muito frequentadas por turistas e moradores.
Por isso, mesmo semanas após um registro isolado, o risco permanece elevado ao longo de todo o verão.
Bonita à primeira vista, perigosa ao toque
Apesar da coloração chamativa — azul, roxa ou rosada — a caravela-portuguesa representa grave risco à saúde. Seus tentáculos possuem toxinas capazes de causar:
- dor intensa e imediata
- queimaduras severas na pele
- vermelhidão e inchaço
- reações alérgicas e sistêmicas
O perigo é ainda maior para crianças, idosos e pessoas sensíveis.
Um ponto importante: mesmo fora da água ou aparentemente morta, a caravela continua venenosa.
Como se prevenir na praia
Para reduzir o risco de acidentes, as orientações das autoridades ambientais e de guarda-vidas são claras:
- Evite entrar no mar ao avistar o animal
- Nunca toque, pise ou tente retirar a caravela da areia
- Observe a faixa de areia antes de caminhar, principalmente com crianças
- Respeite sinalizações e avisos dos guarda-vidas
- Avise imediatamente os profissionais de salvamento ao identificar o animal
A curiosidade é uma das principais causas de acidentes.
O que fazer em caso de contato com a caravela-portuguesa
Se houver contato acidental com os tentáculos, não entre em pânico e siga corretamente os procedimentos recomendados:
O que fazer
- Lave o local somente com água do mar
- Aplique compressas quentes para aliviar a dor
- Procure atendimento médico o quanto antes
O que não fazer
- Não esfregue a pele
- Não use água doce
- Não aplique areia, urina, café ou qualquer substância caseira
Essas práticas podem agravar a liberação de toxinas.
Monitoramento e atenção continuam
Mesmo com o registro ocorrido em janeiro, fevereiro segue como período de atenção máxima no litoral fluminense. Órgãos ambientais e equipes de salvamento continuam monitorando as praias, especialmente em regiões muito visitadas durante o verão.
A recomendação é simples e direta: informação e cautela salvam férias e evitam acidentes.