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Ação conjunta de Polícia Civil e Militar busca desarticular a venda de drogas atribuída ao Comando Vermelho na região central. Entre os alvos está Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o “Abelha”; investigação aponta ligação com o Fallet/Fogueteiro e cita “Piu” como gerente operacional.

As forças de segurança do Rio de Janeiro deflagraram nesta terça-feira (17) a Operação Colmeia, com foco no combate ao tráfico de drogas na Lapa, bairro boêmio da região central da capital. Até a última atualização, 14 pessoas haviam sido presas durante as diligências.

A ofensiva é conduzida para cumprir 28 mandados de prisão preventiva contra suspeitos apontados como integrantes do Comando Vermelho (CV) que atuariam na comercialização de entorpecentes na região. Segundo as informações divulgadas, três dos alvos já estavam encarcerados.

A operação é coordenada pela Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter) e reúne equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), considerados grupos de elite das polícias Civil e Militar.

Os investigados desta etapa foram denunciados pelo Gaeco/MPRJ, e a Operação Colmeia integra a Operação Contenção, iniciativa do governo do estado voltada a conter a expansão territorial atribuída ao CV.

Alvos e diligências em comunidades e na Lapa

Entre os procurados está Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o “Abelha”, citado como um dos líderes do esquema e já foragido por outros crimes. As ações se concentram na Lapa, no complexo Fallet/Fogueteiro e também no Morro dos Prazeres, conforme o avanço das equipes em diferentes pontos.

No Fallet/Fogueteiro, policiais chegaram ao imóvel atribuído a Anderson Venâncio Nobre de Souza, o “Piu” (ou “Português”), apontado como gerente operacional. Segundo as informações divulgadas, ele já estava preso, e o imóvel — localizado no alto do morro — tem áreas como terraço com piscina e churrasqueira, além de outros ambientes descritos na apuração.

O que diz a investigação

As investigações tiveram início em outubro de 2024, conduzidas pela 5ª DP (Mem de Sá), que posteriormente indiciou suspeitos e encaminhou o material ao Ministério Público. O inquérito resultou em denúncia do Gaeco e réus na Justiça, segundo a linha investigativa mencionada na operação.

De acordo com os investigadores, a venda de drogas na Lapa teria como base logística o Fallet/Fogueteiro. A polícia descreveu ainda a dinâmica dos pontos de venda, citando que entorpecentes seriam embalados na comunidade e enviados por diferentes meios, além do uso de símbolos e apelidos para identificação interna do grupo, como “Tropa do Mel” e “Tropa do Português”, inclusive com referências em redes sociais.

A Polícia Civil destacou que, entre os procurados, 22 não tinham antecedentes criminais, e apontou a existência de funções ligadas à logística, como os chamados “gerentes de carga”.

Os organizadores afirmaram que novas fiscalizações e ações devem continuar para reprimir a atuação do tráfico e a manutenção de pontos de venda na região.

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