Um artefato explosivo lançado por um drone explodiu na noite desta quinta-feira (30) no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Militar, criminosos realizavam testes com uma aeronave não tripulada equipada com uma carga explosiva quando o material caiu e detonou.
De acordo com a corporação, não houve registro de feridos após a explosão.
O caso ocorreu em uma região apontada como área de atuação do Comando Vermelho, uma das principais organizações criminosas que atuam no Rio.
Polícia investiga uso de drones com explosivos
Segundo a Polícia Militar, equipes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo da Penha foram acionadas após informações sobre a presença de homens armados na região durante a madrugada desta sexta-feira (31).
Ao chegarem ao local, os agentes verificaram que criminosos estariam realizando testes com drones adaptados para transportar explosivos.
A PM informou que não houve confronto entre policiais e suspeitos durante a ocorrência.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento após a explosão e indicam que uma área com piscina teria sido atingida pelo artefato.
Uso de drones em conflitos preocupa autoridades
O episódio chama atenção para uma nova estratégia utilizada por grupos criminosos em disputas pelo controle de territórios no Rio de Janeiro.
Nos últimos meses, autoridades registraram outros casos envolvendo o uso de drones para lançar explosivos ou monitorar áreas.
Em junho, um explosivo atingiu uma residência em Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio. Não houve vítimas.
Já em julho, um integrante da Associação de Moradores do Parque Dois Irmãos, em Curicica, ficou ferido após um artefato atingir o local. Testemunhas relataram que o explosivo teria sido lançado por um drone durante uma disputa territorial entre grupos criminosos.
Outros casos envolvendo drones e explosivos são investigados
No início de julho, uma granada foi encontrada no telhado da Creche Municipal Barbosa Lima Sobrinho, no Jardim América, Zona Norte.
A unidade fica próxima à comunidade do Dique, região onde há atuação de grupos criminosos.
A investigação considera diferentes hipóteses para esclarecer como o artefato chegou ao local e se houve participação de drones na ação.
Tecnologia passa a ser usada em disputas criminosas
O avanço do uso de drones por organizações criminosas representa um novo desafio para as forças de segurança.
Equipamentos originalmente utilizados para fotografia, monitoramento e atividades comerciais passaram a ser adaptados ilegalmente para vigilância e transporte de materiais.
Especialistas em segurança pública apontam que o uso dessa tecnologia aumenta a capacidade de grupos criminosos acompanharem movimentações policiais e amplia os riscos em áreas de conflito.
Policiamento segue reforçado na região
A Polícia Militar informou que o policiamento permanece intensificado no Complexo da Penha, com atuação de equipes especializadas.
O caso será acompanhado pelas autoridades responsáveis pela investigação, que buscam identificar os envolvidos na utilização do equipamento e na preparação do artefato.
Fontes: odia.ig.com.br/