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O hábito de frequentar a praia nem sempre fez parte da cultura carioca; durante muito tempo, o mar era visto apenas como espaço de trabalho e transporte

Hoje é impossível imaginar o Rio de Janeiro sem suas praias.

Copacabana, Ipanema, Leblon e Barra da Tijuca fazem parte da identidade da cidade e atraem moradores e turistas do mundo inteiro.

Mas essa relação com o mar nem sempre foi assim.

Durante grande parte da história do Rio, as praias eram vistas principalmente como áreas de pesca, transporte e atividades ligadas ao trabalho.

O mar virou espaço de lazer

A mudança começou no final do século XIX e ganhou força no século XX.

Com a expansão urbana e a chegada de novas formas de transporte, bairros próximos ao litoral começaram a crescer.

A praia passou a ser vista como um espaço de descanso, saúde e convivência.

A prática dos banhos de mar, que inicialmente era associada a tratamentos médicos, começou a se popularizar entre diferentes grupos sociais.

Copacabana mudou tudo

Um dos grandes símbolos dessa transformação foi Copacabana.

Com a abertura de caminhos que ligavam o bairro ao restante da cidade, a região passou por uma grande valorização.

O bairro deixou de ser uma área distante e passou a representar modernidade, lazer e o novo estilo de vida carioca.

A praia virou identidade do Rio

Com o passar das décadas, a praia deixou de ser apenas um lugar para nadar.

Virou ponto de encontro, espaço para esportes, música, cultura e convivência.

A imagem do carioca na areia, jogando futebol, caminhando no calçadão ou tomando mate tornou-se uma das maiores marcas da cidade.

A tradição da praia não nasceu pronta. Ela foi construída junto com a própria transformação do Rio de Janeiro.

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