Um princípio de incêndio atingiu uma lanchonete na Rua Barata Ribeiro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (15). A ocorrência provocou uma grande coluna de fumaça, que chamou a atenção de moradores, comerciantes e pessoas que passavam pela região.
O fogo começou no estabelecimento Lobel Lanches, localizado na altura do número 512. Segundo o Corpo de Bombeiros, o quartel de Copacabana foi acionado por volta das 10h45, e as chamas foram controladas aproximadamente às 11h30.
Durante o atendimento, um homem adulto recebeu assistência dos militares por apresentar ferimentos leves. A identidade dele não foi divulgada.
Proprietário afirma que fogo começou em fritadeira
De acordo com o proprietário da lanchonete, o princípio de incêndio teria sido provocado por uma fritadeira utilizada no estabelecimento.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram uma grande quantidade de fumaça saindo do imóvel, situação que assustou quem circulava pela Rua Barata Ribeiro.
Equipes do Corpo de Bombeiros atuaram no combate às chamas e no controle da ocorrência. A Guarda Municipal também esteve presente para auxiliar nos trabalhos.
Segundo o Centro de Operações Rio (COR), uma faixa da Rua Barata Ribeiro precisou ser interditada temporariamente para permitir a atuação dos bombeiros.
A via foi totalmente liberada por volta do meio-dia. Apesar da interdição, o trânsito não apresentou lentidão significativa no trecho.
Outro incêndio deixou famílias fora de prédio no Rio Comprido
A ocorrência em Copacabana acontece poucos dias depois de outro incêndio registrado na cidade. No sábado (10), um prédio ocupado por famílias na Rua Santa Alexandrina, no Rio Comprido, na Região Central, também foi atingido pelo fogo.
O imóvel abriga a Ocupação Luiza Mahin, organizada pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB). Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio começou por volta das 16h e foi controlado aproximadamente uma hora e meia depois. Não houve registro de feridos.
Após a ocorrência, a Defesa Civil Municipal interditou o edifício. As famílias passaram a aguardar uma autorização para retornar ao imóvel.
De acordo com o MLB, os moradores recusaram os abrigos temporários oferecidos pelo município, alegando preocupação com as condições dos espaços disponíveis.
Enquanto aguardam uma solução, algumas famílias permanecem na calçada e em um imóvel anexo ao prédio. O movimento iniciou uma campanha de arrecadação de alimentos, água, roupas e colchonetes.
Imóvel ocupado pertence à União
A Ocupação Luiza Mahin começou em 7 de agosto de 2026, quando aproximadamente 100 famílias passaram a utilizar o edifício como moradia.
O imóvel ficou conhecido por ter abrigado instalações do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Entretanto, segundo o próprio instituto, o prédio foi devolvido à Secretaria do Patrimônio da União em 2022.
A ocupação também é objeto de uma disputa judicial. Em agosto, a Justiça Federal determinou a reintegração de posse, sem autorizar a retirada imediata dos moradores.
Após o incêndio, a Defesa Civil realizou uma nova avaliação e manteve a interdição. As famílias seguem aguardando uma definição sobre as condições de segurança e a possibilidade de retorno ao edifício.
Fontes
O Dia