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Walams Silva, de 35 anos, estava internado havia 16 dias; motorista foi preso em flagrante por homicídio com dolo eventual e apresentava sinais de embriaguez.

Acidente matou duas pessoas e feriu outras três na Tijuca — Foto: Reprodução

A tragédia causada por um motorista embriagado na Tijuca, Zona Norte do Rio, fez mais uma vítima. Morreu nesta segunda-feira (1º) o técnico em eletrônica Walams Silva, de 35 anos. Ele estava internado desde 16 de agosto, em estado grave, após sofrer ferimentos durante o acidente que já havia deixado dois mortos no local.

Walams não resistiu às lesões e se tornou a terceira vítima fatal do acidente, que ocorreu no cruzamento das ruas Professor Gabizzo e Doutor Satamini, uma área de tráfego intenso e conhecida por seus constantes acidentes.

Dinâmica do acidente mostra alta velocidade e imprudência

Imagens obtidas por câmeras de segurança mostram o exato momento da colisão. O vídeo revela que o veículo prata avançou o sinal vermelho. Em seguida, o carro vermelho, em alta velocidade, veio da Rua Doutor Satamini e atingiu violentamente o outro veículo.

O impacto foi tão forte que matou na hora um casal de idosos que estava no carro atingido. Equipes de emergência chegaram rapidamente, mas confirmaram as duas primeiras mortes ainda no local.

Motorista é preso por dirigir sob efeito de álcool

A Polícia Civil, por meio da 19ª DP (Tijuca), prendeu em flagrante o motorista Alexander Campista Garcia Borges, de 31 anos. Ele conduzia o veículo vermelho. Os agentes o autuaram por homicídio com dolo eventual, já que ele assumiu o risco ao dirigir embriagado em alta velocidade.

Durante a abordagem, os policiais encontraram um copo com bebida alcoólica no interior do carro. Posteriormente, um exame pericial confirmou a presença de álcool no organismo do condutor, mesmo seis horas após o acidente.

“Fizemos uma perícia que retornou positivo seis horas depois. Ou seja, ele estava bastante embriagado”, afirmou a delegada Anna Beatriz Fuchs, responsável pela investigação.

Suspeito nega consumo de álcool e diz não se lembrar do acidente

Apesar das provas coletadas pela perícia, Alexander afirmou à polícia que não ingeriu bebida alcoólica. Além disso, disse não se lembrar do que aconteceu.

A delegada relatou que foram encontrados copos com resquícios de líquido no carro, e o cheiro indicava que poderia ser whisky com energético. “Estamos aguardando a conclusão da perícia para confirmar o tipo de bebida”, afirmou Fuchs.

O motorista segue preso preventivamente enquanto o inquérito é finalizado. Ele poderá ser indiciado por três homicídios com dolo eventual, devido à gravidade do caso e às circunstâncias comprovadas até agora.

Fonte: g1.globo.com

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