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Grupo planejava atentado com foco em crianças e público LGBTQIA+; operação nacional prendeu suspeitos e impediu tragédia em evento com mais de 2 milhões de pessoas.

Foto: Kevin Mazur/WireImage/Getty Images

A Polícia Civil do Rio de Janeiro desarticulou um plano terrorista que visava realizar um ataque a bomba durante o show gratuito da cantora Lady Gaga, realizado neste sábado (3) em Copacabana. O evento atraiu mais de 2,1 milhões de pessoas, incluindo milhares de crianças, adolescentes e membros da comunidade LGBTQIA+, que estavam entre os principais alvos do grupo extremista.

Batizada de “Fake Monster”, a operação mobilizou agentes de vários estados e impediu a ação violenta que poderia ter causado uma tragédia de grandes proporções. O grupo utilizava redes sociais para recrutar e radicalizar adolescentes, incentivando crimes de ódio e atos violentos sob o pretexto de um “desafio coletivo”.

Líder foi preso no RS e adolescente apreendido no RJ

Durante a ação, a polícia prendeu em flagrante o homem identificado como líder do grupo, no Rio Grande do Sul, por porte ilegal de arma de fogo. Simultaneamente, um adolescente foi apreendido no Rio de Janeiro por armazenar material de pornografia infantil e integrar os planos criminosos.

As investigações mostraram que o grupo articulava o uso de coquetéis molotov e explosivos improvisados. Segundo os agentes, os alvos do atentado seriam escolhidos com base em critérios de preconceito e intolerância — especialmente contra crianças, jovens e o público LGBTQIA+.

Atuação criminosa se espalhava por redes sociais

Os integrantes promoviam discursos de ódio em plataformas digitais. Nessas redes, eles estimulavam a automutilação, o consumo de conteúdo violento, a pedofilia e a radicalização de adolescentes como uma forma de aceitação e pertencimento ao grupo.

Além disso, os envolvidos tratavam o ataque como um “desafio coletivo”, cujo objetivo seria obter notoriedade nas redes sociais. A polícia destacou o caráter simbólico do ataque planejado, que mirava um dos maiores eventos públicos do país, justamente por sua representatividade e visibilidade internacional.

Mandados cumpridos em quatro estados

No total, a operação cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em nove residências localizadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e também no município de Macaé (RJ). Nesta última, os agentes localizaram um suspeito que havia feito ameaças públicas de “matar uma criança ao vivo”.

Esse investigado responderá por terrorismo e indução ao crime, segundo a Polícia Civil, que optou por manter as apurações em sigilo até o momento da operação para evitar pânico entre os frequentadores e preservar o sucesso da ação.

Fonte: veja.abril.com.br

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