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Com impacto da guerra comercial e tarifas dos EUA, a estimativa é a mais baixa desde 2008. América Latina sofrerá com exportações fracas e incerteza política.

O Banco Mundial reduziu, nesta terça-feira (10), sua previsão de crescimento econômico global para 2025 de 2,7% para 2,3%. A revisão, de 0,4 ponto percentual, reflete os efeitos da guerra comercial entre Estados Unidos e China, além do aumento das tarifas impostas por Washington.

A nova projeção representa o menor índice desde 2008, excluindo anos de recessão. De acordo com o Banco Mundial, 70% das economias globais sofreram revisão negativa nas suas estimativas.

Segundo o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill, a economia global parecia caminhar para um “pouso suave”. Contudo, ele alerta para sinais de nova turbulência e possíveis impactos duradouros nos padrões de vida se não houver mudança de rota.

Tensões comerciais e tarifas pressionam economia global

As medidas protecionistas adotadas pelos Estados Unidos — incluindo tarifas de 25% sobre importações fora do T-MEC — reduziram o ritmo do comércio global e aumentaram a incerteza política.

O relatório destaca que o comércio global cresce, nesta década, a uma média de 2,6% ao ano — metade do registrado há 20 anos. Além disso, a guerra comercial desacelerou o investimento, afetando diretamente os Estados Unidos, cuja previsão de crescimento foi reduzida para 1,4% em 2025, nove décimos a menos que a estimativa anterior.

Para 2026, o crescimento esperado dos EUA é de 1,6%, também inferior à previsão de janeiro.

América Latina sente efeitos diretos e indiretos

A América Latina e o Caribe devem crescer 2,3% este ano, dois décimos abaixo da previsão anterior. O Banco Mundial afirma que a região enfrenta queda nas exportações, incertezas políticas e impacto indireto das barreiras comerciais.

O México, por exemplo, registrou forte revisão negativa: de 1,5% para 0,2% em 2025. A economia mexicana sofre com a perda de competitividade nas exportações para os EUA, destino de 80% de seus produtos.

O Brasil teve a projeção de crescimento elevada em 0,2 p.p., alcançando 2,4%. Ainda assim, o resultado é inferior ao avanço de 3,4% em 2024. A instituição atribui o desempenho à redução do consumo e ao fraco crescimento dos investimentos.

Já a Argentina se destaca positivamente. O país deve crescer 5,5% em 2025, graças à recuperação dos setores agrícola, energético e de mineração, além da melhora na confiança com reformas econômicas e eliminação dos controles cambiais.

Economias emergentes enfrentam recuperação lenta

O Banco Mundial afirma que, com exceção da China, as economias mais pobres devem levar até duas décadas para recuperar as perdas provocadas pela crise da década de 2020.

Esses países têm dificuldades maiores para conter déficits fiscais e criar empregos em ritmo suficiente para acompanhar o crescimento populacional.

A China manterá crescimento estável, com projeções de 4,5% para 2025 e 4% para 2026.

A zona do euro e o Japão também sofreram cortes nas previsões. Ambos crescerão apenas 0,7% em 2025.

Reformas e comércio como solução

Indermit Gill defende que políticas eficazes e reformas comerciais podem conter os danos da desaceleração. Para o economista, atualizar as regras do comércio mundial é essencial.

Ele aponta que, além das tarifas, é necessário discutir barreiras não tarifárias e políticas cambiais para estimular uma recuperação sustentada.

Fontes:
exame.com
g1.globo.com

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