João Paulo Magalhães Lins foi eleito presidente do Botafogo no fim de 2024 — Foto: Ronald Lincoln
O Botafogo se manifestou nesta quinta-feira (14) no processo que tramita na 2ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro envolvendo a disputa pelo controle da SAF.
O Clube Associativo pediu à Justiça que garanta seus direitos caso os atuais controladores não cumpram obrigações contratuais e revelou que já recebeu sondagens de “robustos e conhecidos investidores do mercado de capitais brasileiro” interessados em adquirir a SAF.
“Atualmente o Clube Associativo vem sendo sondado por robustos e conhecidos investidores […] de forma que o direito do Clube Associativo de retomar o controle da SAF não pode ser prejudicado por esta demanda”, diz trecho do documento.
Apesar da manifestação, o Botafogo não revelou os nomes dos interessados.
Disputa judicial e cláusulas contratuais
O processo começou no fim de julho, quando a Eagle acusou John Textor de adotar “medidas ilícitas” na gestão. O Botafogo associativo entrou no caso para assegurar que, caso os atuais gestores não cumpram suas obrigações, possa reassumir o controle da SAF.
O clube citou no documento as cláusulas 3.3 e 3.4 do Acordo de Acionistas, assinado em março de 2022, quando Textor comprou a SAF.
Essas cláusulas determinam que o americano cubra despesas operacionais e salariais quando o caixa da SAF for insuficiente e mantenha o nível de endividamento dentro dos parâmetros previstos em contrato.
Contexto político e apoio a Textor
O presidente do Botafogo, João Paulo Magalhães Lins, tem se posicionado a favor de John Textor na disputa.
No dia 17 de julho, enviou carta a Christopher Mallon, diretor independente da Eagle, afirmando que o clube não aceitaria mudanças na composição da gestão ou do Conselho de Administração da SAF.
Enquanto isso, investidores acompanham de perto o desenrolar da disputa, de olho na possibilidade de assumir o controle do futebol alvinegro.
Fonte: Globoesporte