A Câmara do Rio inaugura nesta segunda‑feira (8/9) a exposição “Cores do Mar Morto” com fotos de Moshe Bernstein, que retrata a resistência do Mar Morto e sua conexão com a cultura judaica. Além disso, a mostra fica aberta até quinta‑feira (11/9) no Palácio Pedro Ernesto, com entrada gratuita.
Bernstein viaja semanalmente até o Mar Morto desde que começou a fotografar a região; com o tempo, caminhou toda a orla a pé e documentou beleza e dor que ali coexistem.
O vereador Flávio Valle (PSD), que idealizou a exposição, afirmou que as imagens evocam fragilidade, resiliência e memória, lembrando “que há beleza mesmo naquilo que resiste ao tempo e à adversidade”.
Raridade ambiental em foco
O Mar Morto, exposto a 440 metros abaixo do nível do mar, sofre redução contínua devido à evaporação, desvio de água do rio Jordão e mineração de potássio — um recurso vital para a agricultura global.
Essa drenagem acelerou o declínio da superfície e profundidade do lago, que perdeu cerca de 35% de sua área entre meados do século XX e 2014, e seu nível caiu dezenas de metros desde então.
Cultura e esperança
Suzana Bennesby, vice‑presidente da FIERJ, ressaltou que a exposição mostra simultaneamente “a beleza do Mar Morto e a dor de vê-lo diminuir a cada dia, sem que possamos conter a força da natureza”. Mireille Pannett, da ONG Together For Peace, emocionou‑se ao compartilhar seu sonho de visitar Israel e conhecer o lago pessoalmente — um símbolo de ligação histórica e afetiva.
Fontes: camara.rio