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A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro confirmou nesta quarta-feira (1º) um caso de sarampo na cidade. A paciente, mulher de 22 anos, não tinha registro de vacinação e trabalha em um hotel. Após a notificação, a SES-RJ iniciou investigação epidemiológica rigorosa e aplicou vacinação de bloqueio na residência, no trabalho e em unidades de saúde próximas.
O Ministério da Saúde acompanha de forma articulada as ações com as secretarias municipal e estadual, garantindo monitoramento e prevenção de novos casos.
O que é o sarampo e seus sintomas
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar. A infecção pode causar complicações graves, como pneumonia, infecções no cérebro e, em casos extremos, morte.
Sintomas iniciais incluem manchas brancas na parte interna da bochecha e erupções vermelhas na pele, que se espalham do rosto aos pés. Além disso, pacientes podem apresentar tosse persistente, febre, conjuntivite, diarreia, irritação ocular, corrimento nasal e perda de apetite.
Histórico recente no Brasil
Este é o segundo caso confirmado no país em 2026. O primeiro ocorreu em São Paulo, envolvendo uma criança de seis meses que viajou recentemente à Bolívia, onde um surto ativo do sarampo persiste. A Secretaria de Saúde aplicou mais de 600 doses de vacina na região para conter a propagação.
Apesar desses casos, o Brasil mantém status de país livre da circulação endêmica do sarampo, segundo a SES-RJ.
Surto internacional e vigilância epidemiológica
Desde 2025, a Bolívia enfrenta surto de sarampo, preocupando autoridades brasileiras próximas à fronteira. O Brasil registrou 22 casos importados daquele país até agosto de 2025, principalmente em Tocantins.
O país recebeu novamente o certificado de eliminação do sarampo em novembro de 2025, após perder a certificação em 2019 devido a surtos estimulados por movimentos antivacina.
Prevenção: vacinação é a chave
A vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenção. O Ministério da Saúde recomenda:
- Crianças 6-11 meses: Dose Zero em situações de risco;
- Crianças a partir de 12 meses: 1ª dose tríplice viral, 2ª dose aos 15 meses;
- Pessoas 5-29 anos: 2 doses da tríplice viral com intervalo de 30 dias;
- Adultos 30-59 anos: 1 dose, se não houver comprovação prévia;
- Profissionais de saúde, turismo e educação: esquema vacinal completo.
A SES reforça que todo caso suspeito deve ser notificado e investigado rapidamente, devido à alta transmissibilidade do vírus.