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Todas as faculdades mal avaliadas são privadas, e especialistas defendem exame obrigatório para registro profissional.

Foto: Divulgação

Quase metade dos cursos de medicina do Rio de Janeiro teve desempenho considerado insatisfatório no Enamed.
Além disso, o estado registrou o pior resultado da Região Sudeste.

Ao todo, 351 faculdades foram avaliadas em todo o país.
Entretanto, 30% delas ficaram na faixa de notas consideradas ruins.

No Rio, 10 das 22 instituições avaliadas receberam conceitos 1 ou 2.
Além disso, todas as faculdades mal avaliadas são particulares.

Comparação com outros estados

Enquanto o Rio alcançou 45% de cursos com nota ruim, São Paulo registrou 34%.
Por outro lado, o Espírito Santo não teve cursos nessa faixa.

Minas Gerais apresentou índice de 26%.
Portanto, o Rio liderou negativamente o ranking regional.

Piores e melhores desempenhos

A pior nota ficou com a Estácio de Angra dos Reis, que obteve conceito 1.
Somente 21,3% dos alunos atingiram o nível mínimo de proficiência.

Outras instituições ficaram com conceito 2, incluindo unidades de Nova Iguaçu, Itaperuna e Volta Redonda.
Além disso, faculdades da capital também apareceram nessa faixa.

Por outro lado, cinco instituições alcançaram conceito 4, o maior do estado.
Entre elas estão Uerj, UFRJ, UFF e UFRRJ.

A Uerj liderou o ranking estadual.
Cerca de 89% dos alunos atingiram nível considerado satisfatório.

“Tragédia anunciada”, diz Cremerj

O presidente do Cremerj, Antônio Braga, atribui o resultado à abertura indiscriminada de cursos.
Segundo ele, muitas faculdades funcionam sem estrutura adequada.

Além disso, Braga afirma que parte dos formandos chega ao mercado sem competências básicas.
Consequentemente, o cenário representa risco à saúde pública.

Possíveis sanções do MEC

Faculdades com notas 1 e 2 podem sofrer punições do Ministério da Educação.
Entre elas estão bloqueio de novas matrículas e redução de vagas.

Além disso, o MEC pode abrir processos administrativos para exigir melhorias pedagógicas.
Portanto, algumas instituições correm risco de fechamento.

Erros em questões básicas

Relatório do Inep revelou falhas graves em conteúdos elementares.
Em uma questão sobre dor lombar, metade dos alunos indicou exames desnecessários.

A resposta correta exigia orientação clínica simples e acompanhamento.
Entretanto, poucos estudantes acertaram.

Em outro item sobre dengue com sinais de alarme, apenas 34% responderam corretamente.
Assim, especialistas alertam para falhas na formação prática.

Debate sobre exame para médicos

Diante dos resultados, cresce a defesa de um exame obrigatório para registro profissional.
O modelo seria semelhante ao exame da OAB.

Segundo o Cremerj, o país tem escolas médicas em excesso.
Por isso, apenas médicos capacitados deveriam atuar.

Entidades privadas, entretanto, criticam o uso do Enamed como critério isolado.
Elas alegam falhas metodológicas na prova.

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