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Busca por praticidade, localização e rentabilidade impulsiona apartamentos compactos, enquanto empreendimentos com quatro quartos registram forte queda nos lançamentos e nas vendas.

A cidade do Rio de Janeiro vive uma transformação significativa no mercado imobiliário. Os apartamentos do tipo studio, com até 50 metros quadrados, vêm conquistando um espaço cada vez maior nos lançamentos residenciais. Segundo dados do Sindicato de Habitação do Rio de Janeiro (Secovi Rio), em 2023 foram lançados 1.667 studios, número três vezes maior do que os lançamentos de imóveis com quatro quartos, que somaram apenas 538 unidades.

Esse movimento reflete uma tendência nacional de valorização de espaços reduzidos, impulsionada tanto por fatores econômicos quanto comportamentais. A alta do preço por metro quadrado em áreas nobres torna os imóveis compactos mais acessíveis, não apenas para moradores, mas também para investidores.

Investidores e jovens lideram procura por studios

Estudantes, profissionais jovens e aposentados formam o público que mais procura esses imóveis. Muitos investidores também apostam nos studios como fonte de renda, especialmente via plataformas de aluguel por temporada como Airbnb e Booking.

A Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ) revelou que 80% dos apartamentos compactos são vendidos ainda na planta. Essa velocidade comprova o apelo dos studios como alternativa prática e rentável.

Para o presidente da entidade, Marcos Saceanu, os empreendimentos menores continuarão a dominar o mercado. Segundo ele, os studios atendem às necessidades de um público diverso, que prioriza mobilidade urbana, localização estratégica e custo-benefício.

Mudança de comportamento influencia o mercado

O novo perfil das famílias urbanas influencia diretamente essa preferência por imóveis menores. De acordo com o presidente do Sinduscon-RJ, Claudio Hermolin, muitas pessoas optam por não ter filhos, vivem sozinhas ou buscam praticidade. Além disso, mudanças no Código de Obras do município, em 2019, permitiram construções com metragens reduzidas e eliminaram a obrigatoriedade de vagas de garagem em muitos casos, viabilizando novos projetos principalmente na Zona Sul e no Centro.

A revitalização da região central, impulsionada pelo projeto Reviver Centro, também atraiu um grande número de empreendimentos compactos. Lançamentos recentes como o Edifício A Noite e o Edifício Mesbla tiveram todas as unidades vendidas rapidamente, indicando uma demanda crescente.

Design inteligente é essencial nos studios

Com espaços reduzidos, a criatividade na organização dos ambientes se tornou essencial. Móveis multifuncionais e soluções inteligentes de armazenamento, como camas com compartimentos internos e armários suspensos, ganham cada vez mais espaço.

A arquiteta Ana John, em seu canal no YouTube, exemplificou como é possível tornar um imóvel de 24m² funcional e confortável. Ela apostou em painéis vazados, móveis planejados, tons claros e integração entre ambientes para ampliar visualmente o espaço e garantir conforto ao morador.

Críticas aos “paredões” e superdensidade habitacional

Apesar da popularidade dos studios, parte dos compradores critica os grandes empreendimentos de torre única com centenas de unidades. A servidora pública Joana Coelho e o síndico João Martins Couto, por exemplo, destacam que preferem empreendimentos menores, com foco em qualidade de vida e tranquilidade.

Essas preocupações aumentaram com o anúncio de um novo projeto no Buraco do Lume, no Centro do Rio. Com previsão de mais de 700 apartamentos, o empreendimento levanta dúvidas sobre superlotação, mobilidade e impacto ambiental, especialmente por ser planejado em uma área arborizada e controversa em termos de titularidade.

Fontes: diariodorio.com

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