O desabamento de um casarão histórico nas imediações da Central do Brasil, na Rua Senador Pompeu, nesta quinta-feira, 20 de março, resultou na morte de uma pessoa e gerou comoção na cidade. Em resposta à tragédia, a Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara Municipal do Rio de Janeiro anunciou a convocação de uma audiência pública para abril, com o objetivo de discutir o abandono de imóveis no Centro da cidade, que têm sido foco de riscos à segurança pública. O acidente também expôs a precariedade de imóveis em áreas centralizadas, com dois desabamentos registrados na região em menos de um mês.
Audiência Pública e Medidas de Segurança
A decisão da Câmara Municipal de convocar a audiência surge em meio à crescente preocupação com a segurança estrutural de imóveis no Centro do Rio. O presidente da Comissão de Assuntos Urbanos, vereador Pedro Duarte (Novo), destacou que, desde 2021, vem mapeando e cobrando ações para solucionar o abandono desses prédios, muitos deles pertencentes à administração pública. Duarte ressaltou que pelo menos 141 imóveis abandonados no Centro do Rio, em posse do município, estado ou União, foram identificados em relatório elaborado por seu gabinete.
“É inadmissível que esses imóveis, que deveriam ser destinados a fins públicos ou privados, continuem deteriorando e representando um risco à população”, afirmou Duarte. O vereador apontou que, além dos desabamentos, o abandono desses prédios contribui para a insegurança na região central da cidade, gerando transtornos aos moradores e transeuntes.
A Tragédia e os Escombros
O desabamento que provocou a morte de uma vítima ocorreu por volta das 13h29 desta quinta-feira, quando o casarão, que abrigava uma loja de doces, desmoronou repentinamente. A área foi rapidamente isolada pelos bombeiros, e uma densa nuvem de poeira tomou conta da rua. Equipes de resgate se mobilizaram para retirar uma pessoa que estava presa dentro de um carro atingido pelos escombros. Infelizmente, a vítima não resistiu aos ferimentos. Outros dois veículos e postes de iluminação também foram afetados pelo colapso estrutural.
O Corpo de Bombeiros agiu rapidamente, mas a tragédia deixou claro a urgência de medidas para combater o abandono de imóveis na região central da cidade. Além disso, a Câmara Municipal cobra respostas da Subprefeitura do Centro, da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento sobre as ações preventivas adotadas para evitar acidentes semelhantes.

Fontes: diariodorio.com