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O bilionário Elon Musk anunciou que irá fechar a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), responsável por 40% da ajuda humanitária global. Nomeado por Donald Trump para comandar um departamento que busca reduzir gastos federais, Musk justificou a medida alegando que a instituição “não tem conserto” e que o governo deve economizar US$ 1 trilhão em um ano.
Críticas e apoio de Trump
Durante uma transmissão ao vivo na rede social X, Musk afirmou que a Usaid é um “ninho de vermes” e que sua estrutura não pode ser reformada. Ele destacou que o fechamento da agência é essencial para cortar desperdícios e combater supostas fraudes em programas de assistência internacional. Trump manifestou apoio à decisão e reforçou a necessidade de reavaliar os gastos do governo.
A declaração de Musk ocorreu em um bate-papo com seu ex-colega de departamento, Vivek Ramaswamy, e os senadores republicanos Joni Ernst e Mike Lee.
Funcionários impedidos de trabalhar e site fora do ar
Após o anúncio, a sede da Usaid, em Washington, amanheceu fechada. Funcionários foram instruídos a não comparecer ao trabalho, e o site da agência saiu do ar. A conta da Usaid no Instagram também foi suspensa, alimentando especulações sobre o impacto imediato do fechamento.
Fontes revelaram que dois altos funcionários de segurança da agência foram afastados após tentarem impedir que representantes do Departamento de Redução de Gastos do Estado (DOGE) acessassem áreas restritas do prédio.
Impactos humanitários
O fechamento da Usaid pode comprometer projetos essenciais em todo o mundo. Hospitais de campanha em campos de refugiados, remoção de minas terrestres e o fornecimento de medicamentos para doentes de HIV estão entre os programas ameaçados.
Preocupação com acesso ao Tesouro dos EUA
A medida também levantou preocupações sobre o acesso de Musk ao sistema do Tesouro, responsável por pagamentos governamentais anuais de mais de US$ 6 trilhões. O democrata Peter Welch denunciou um possível “abuso de poder”, argumentando que Musk não deveria ter controle sobre informações financeiras sigilosas.
Desde que Trump reassumiu a presidência, sua administração tem promovido cortes na burocracia federal e substituído servidores por aliados políticos.
Fonte:
g1.globo.com
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