Uma estudante de medicina veterinária de 24 anos, identificada como Beatriz Leão Montibeller Borges, foi presa em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, na última sexta-feira (29). Ela é acusada de gerenciar recursos financeiros de uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), com atuação no Paraná.
Vida de luxo e envolvimento com o crime
Segundo as investigações, Beatriz mantinha um relacionamento com um dos líderes da facção, preso no sistema penitenciário paranaense. A jovem ostentava uma rotina de luxo nas redes sociais, incluindo viagens, roupas de grife, festas e vida acadêmica privada, tudo supostamente bancado com dinheiro proveniente do tráfico.
Ainda conforme a Polícia Civil, ela teria assumido funções dentro da organização criminosa, sendo responsável por controlar os gastos do grupo, autorizar compras e fazer movimentações financeiras que caracterizam lavagem de dinheiro.
Mandados e operação policial
A prisão da estudante faz parte de uma operação das Polícias Civis do Paraná e do Rio de Janeiro. Desde março de 2025, Beatriz estava foragida da Justiça, após escapar de uma ação que resultou na prisão de oito integrantes do grupo criminoso, envolvidos com tráfico de drogas, lavagem de capitais e porte ilegal de armas.
Na ocasião, foram cumpridos diversos mandados de prisão e busca em Curitiba e na Região Metropolitana.
Esconderijo no Rio e captura
Após fugir do Paraná, Beatriz se escondeu inicialmente no Complexo do Alemão e, em seguida, passou a viver em um apartamento de alto padrão em Jacarepaguá. Discreta com vizinhos e evitando chamar atenção, ela permaneceu oculta até ser localizada pelas autoridades, que monitoravam suas movimentações e redes sociais.
Acusações e transferência
Beatriz Leão Montibeller Borges será processada por associação criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Após ser detida, ela foi encaminhada ao sistema prisional do Rio de Janeiro, onde aguarda transferência para o Paraná, onde corre o inquérito principal.