O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) no Rio de Janeiro recebe, até 13 de outubro, a exposição “Chaplin”, com 83 obras do ícone do cinema mudo e da Era de Ouro de Hollywood. A mostra inclui curtas e longas-metragens, como “Tempos Modernos” (1936) e “O Grande Ditador” (1940), permitindo que o público reviva a trajetória de Charles Chaplin, reconhecido por seu humor, crítica social e inovação cinematográfica. Os ingressos custam R$ 10.
Charles Chaplin, que atuou como ator, diretor, roteirista, editor, compositor e músico, teve uma carreira que se estendeu por mais de cinco décadas, produzindo mais de 80 filmes. Sua obra combina humor com crítica social e política, sendo um dos nomes mais influentes do cinema do século XX. Em 1972, recebeu o Oscar honorário pelo impacto de sua trajetória artística.
A exposição apresenta curtas-metragens dos estúdios Keystone, Essanay e Mutual, incluindo “Corrida de Automóveis para Meninos” (1914), estreia de Carlitos, e “O Imigrante” (1917), que aborda a experiência de imigrantes nos EUA. Nineteen filmes têm exibição em alta definição e em película de 16mm, proporcionando experiências distintas aos espectadores. Visitantes que assistirem a pelo menos três sessões recebem um catálogo exclusivo.
Outro destaque é “A Condessa de Hong Kong” (1967), último filme de Chaplin e sua única produção colorida, em que atuou como roteirista e diretor, ao lado de Sophia Loren e Marlon Brando.
José de Aguiar, idealizador e curador da mostra, afirma que o público tem reagido positivamente, mesmo aos filmes de cinema mudo e aos curtas, especialmente crianças. Ele destaca a relevância de Chaplin não apenas pelo humor, mas também pelo engajamento social, que lhe rendeu perseguições políticas nos EUA durante o macarthismo, levando-o a se exilar na Suíça até sua morte aos 88 anos.