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Evento em Curitiba reúne dirigentes e coordenadores da Funai para fortalecer ações locais e regionais e melhorar atendimento aos povos indígenas.

Foto: Mayra Wapichana/Funai

O II Encontro Regional da Funai começou nesta terça-feira (30), ao som de cantos tradicionais do coletivo Aporã Eté, do povo Guarani Nhandewa.

O evento ocorre até quinta-feira (2) no auditório do Serpro, em Curitiba (PR), e reúne coordenações regionais (CRs) e Unidades Técnicas Locais (UTLs) do Sul do país e dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

A presidenta da Funai, Joenia Wapichana, participou da abertura e destacou que encontros como esse são essenciais para fortalecer a atuação da autarquia em todas as unidades regionais e locais.

Fortalecimento da atuação e diálogo técnico

“Estamos consolidando um processo de fortalecimento da Funai, que prioriza a articulação direta entre Brasília e as coordenações regionais”, afirmou Joenia, destacando a importância de decisões técnicas bem fundamentadas.

O coordenador regional em Guarapuava, Sauri Pafej, indígena do povo Kaingang, afirmou que o encontro qualifica o atendimento aos povos indígenas e fortalece a Funai no Paraná e em todo o Brasil.

Desde 2023, a Funai promove encontros nacionais com todas as coordenações regionais e Frentes de Proteção Etnoambiental (FPEs), unidades especializadas na defesa de povos isolados ou de recente contato.

Regionalização e troca de experiências

A partir de 2025, os encontros passaram a ser regionalizados, incluindo a participação de UTLs, conforme demanda de coordenadores regionais. O objetivo é fortalecer o diálogo, compartilhar práticas e aprimorar a política indigenista local.

O primeiro encontro regional ocorreu em João Pessoa (PB), reunindo servidores do Nordeste e dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, que apresentaram atividades e desafios enfrentados.

Em Curitiba, os coordenadores e chefes de UTLs apresentam atividades, relatam dificuldades e recebem orientações da gestão central da Funai, promovendo integração e alinhamento institucional.

Participação de lideranças e representantes governamentais

Entre os presentes, Rejane Carvalho (UTL Cacique Doble, RS) destacou que a reestruturação da Funai permite trazer conhecimentos internos das comunidades para o planejamento institucional.

João Batista Ozelame, da UTL Palhoça (SC), ressaltou que encontros como esse promovem troca de experiências e renovação institucional, transmitindo aprendizado às comunidades indígenas atendidas.

Larissa Martins, do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), enalteceu a importância do diálogo entre unidades locais e regionais para fortalecer a política indigenista e garantir direitos.

A deputada Carol Dartora (PR) colocou-se à disposição para apoiar a Funai com emendas parlamentares e iniciativas que protejam os direitos indígenas.

Programação e prioridades

Durante os três dias, debates e apresentações atualizam os servidores sobre a nova estrutura da Funai e as prioridades da gestão desde 2023.

A programação inclui intercâmbio de experiências, alinhamento de estratégias regionais e discussão sobre políticas públicas voltadas à proteção e promoção dos direitos indígenas.

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