O Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou a aquisição de quatro mil capacetes balísticos, com investimento de R$ 10 milhões, para aumentar a proteção dos policiais militares em operações de alto risco. O equipamento, considerado um dos mais modernos do mercado, será utilizado por agentes lotados em unidades especializadas da Polícia Militar (PM), como o Grupamento de Ações Táticas (GAT) e o Patrulhamento Tático Móvel (PATAMO), que enfrentam situações de grande vulnerabilidade.
Os capacetes são produzidos com fibra de aramida, material sintético altamente resistente, e oferecem proteção contra projéteis de armas de fogo, estilhaços e impactos diretos. Com regulagens específicas para maior conforto, o acessório também protege a região do crânio e do queixo, proporcionando um encaixe seguro para os policiais em campo.
Objetivo: Preservar Vidas em Operações de Risco
O governador Cláudio Castro reforçou a importância desse investimento para a segurança dos policiais militares. “Assim como já investimos em viaturas blindadas e na renovação de coletes, os capacetes balísticos fazem parte de um conjunto de medidas para preservar a vida dos nossos policiais, que enfrentam diariamente criminosos fortemente armados”, afirmou Castro.
Distribuição Estratégica do Equipamento
De acordo com o secretário da Secretaria de Estado de Polícia Militar (SEPM), coronel Marcelo de Menezes Nogueira, os capacetes foram distribuídos com base na necessidade das unidades que atuam em operações de maior risco. A quantidade adquirida é suficiente para cobrir todas as unidades operacionais, levando em consideração a exposição dos policiais durante as missões. “A escolha dos batalhões e unidades foi feita levando em conta a natureza das missões de risco”, explicou o coronel Menezes.
Capacete Balístico: Uso Obrigatório em Missões de Alto Risco
A SEPM instituiu a obrigatoriedade do uso dos capacetes balísticos para policiais militares envolvidos em missões de alto risco. A regulamentação também inclui treinamentos práticos e teóricos para familiarizar os agentes com o novo equipamento. O objetivo é garantir que os policiais compreendam a importância de adotar a cultura de segurança proporcionada pelo capacete, algo já consolidado nas Forças Armadas, mas ainda em processo de assimilação nas forças de segurança urbana.
“Mais importante do que a obrigatoriedade do uso é a conscientização dos policiais. O capacete balístico salva vidas, e precisamos que essa cultura seja integrada de forma eficiente na rotina de nossos policiais”, enfatizou o coronel Menezes.
Aprimoramento Contínuo na Proteção dos Policiais
Em 2023, a Polícia Militar do Rio de Janeiro já havia realizado a compra de capacetes anti-trauma para unidades especializadas em controle de distúrbios, como o BEPE, RECOM e o Regimento de Polícia Montada (RPMont). Esses capacetes oferecem resistência a impactos de pedras e objetos, ampliando a proteção em situações de manifestações e grandes eventos.
Com o novo lote de capacetes balísticos, a corporação reforça seu compromisso com a segurança de seus agentes e com a eficácia das operações em contextos de grande perigo.
Fontes: oglobo.globo.com/diariodorio.com/