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Funcionários terceirizados cruzam os braços por atrasos salariais, e alunos da UFRJ organizam ação solidária para manter refeições nos Restaurantes Universitários.

Nesta sexta-feira (11), uma greve de funcionários terceirizados interrompeu os serviços nos Restaurantes Universitários (RUs) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O motivo da paralisação foi o atraso recorrente no pagamento de salários, do FGTS e do vale-alimentação por parte da empresa Nutryenerge, responsável pela operação dos bandejões.

Diante da suspensão das atividades, os próprios alunos assumiram a linha de frente dos refeitórios. Em uma ação batizada de “calotaço”, estudantes passaram a preparar, servir as refeições e até lavar os pratos — tudo de forma voluntária e gratuita.

DCE apoia greve e fortalece mobilização

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) divulgou apoio imediato ao movimento grevista, ressaltando a gravidade da situação enfrentada pelos trabalhadores terceirizados. Além disso, o DCE coordenou parte das atividades do calotaço e incentivou a adesão estudantil à causa.

Embora os alunos tenham garantido o almoço no primeiro dia de paralisação, a distribuição do jantar permanece inviável, já que os alimentos não podem ser produzidos nem transportados durante a noite sem a equipe profissional.

Trabalhadores cobram direitos trabalhistas da Nutryenerge

Os trabalhadores contratados pela empresa Nutryenerge denunciam uma sequência de atrasos salariais e a falta de depósito do FGTS. Também apontam o não recebimento do vale-alimentação, que deveria ser pago mensalmente.

A empresa terceirizada ainda não se manifestou publicamente sobre a greve, o que aumenta a incerteza sobre a duração da paralisação. Enquanto isso, a rotina alimentar de milhares de estudantes da UFRJ permanece comprometida.

Solidariedade e resistência marcam ação estudantil

Com a paralisação, a comunidade acadêmica demonstrou forte engajamento. Vários centros acadêmicos aderiram ao calotaço, o que reforçou o apoio ao movimento grevista e manteve o funcionamento parcial dos bandejões.

Ainda assim, a mobilização estudantil é paliativa e não supre integralmente o serviço prestado pelos profissionais. Muitos estudantes alertam que a situação exige respostas imediatas da reitoria e da empresa Nutryenerge.

Fontes: odia.ig.com.br/diariodorio.com/

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