Foto: Reprodução/TV Globo
A greve dos rodoviários da Viação Real entrou no segundo dia nesta terça-feira (23) e segue impactando o transporte público do Rio de Janeiro, com 16 linhas de ônibus paralisadas. O movimento começou na madrugada de segunda (22) e envolve rotas estratégicas do Centro, Zona Sul e Zona Sudoeste. O Sindicato dos Rodoviários afirma que a paralisação ocorre por atrasos em salários e benefícios, enquanto a empresa contesta a versão.
O que motivou a paralisação
Segundo o sindicato, motoristas e demais funcionários cruzaram os braços diante do não pagamento de salários, vale-alimentação, FGTS e férias. A direção sindical afirma que os trabalhadores só retornam após a quitação integral das pendências.
O presidente da entidade, Sebastião José, disse que há férias em atraso desde outubro, além de débitos de FGTS e INSS desde junho. Também foram citados descontos em contracheque — como pensões e empréstimos consignados — que não teriam sido repassados a bancos e entidades financeiras.
O que diz a Viação Real
Em nota, a Viação Real nega irregularidades. A empresa afirma que salários dos colaboradores ativos estão em dia, assim como as duas parcelas do 13º salário, e que o vale-alimentação foi creditado, sem pendências.
Linhas paralisadas e operação parcial
Até a noite de segunda-feira, apenas duas linhas operavam parcialmente por meio de um pool com outras empresas: 315 (Central–Recreio) e 163 (Terminal Gentileza–Copacabana). As demais permaneciam paradas.
Linhas afetadas
108, 110, 112, 181, 222, 309, SN309, 460, 462, 463, 472, 538, 553, 585, 955 e 957.
Impacto para passageiros e alternativas
Com o impasse, passageiros relatam dificuldades para chegar ao trabalho e cumprir compromissos, sobretudo nos horários de pico. Para reduzir os impactos, a Secretaria Municipal de Transportes orienta o uso de metrô, VLT e BRT e solicitou reforço em linhas municipais com trajetos semelhantes.
Linhas reforçadas
107, 109, 161, 169, 232, 409, 410, 435, 552, 583 e 584.
Tentativas de normalização
O Rio Ônibus informou que o Consórcio Intersul trabalha para retomar a operação plena, mas cita dificuldades causadas por piquetes nas garagens. O sindicato afirma estar em diálogo com a SMTR para um plano emergencial de realocação e espera normalização ainda hoje.