A gripe aviária foi confirmada em aves do BioParque do Rio de Janeiro, após a morte de galinhas-d’angola e pavões na área conhecida como Savana Africana. A ocorrência, que elevou para 18 o número total de mortes, levou à interdição imediata do setor por, no mínimo, 14 dias, seguindo protocolos internacionais de biossegurança.
O vírus identificado é o H5N1, altamente patogênico, e representa uma nova etapa no avanço da influenza aviária no estado do Rio de Janeiro. Até então, os casos registrados envolviam exclusivamente aves silvestres migratórias. Agora, pela primeira vez, a infecção foi confirmada em aves domésticas em cativeiro no estado.
As autoridades sanitárias atuam em conjunto com a equipe técnica do BioParque, que inclui veterinários, biólogos e zootecnistas, realizando monitoramento constante de sintomas clínicos em outras espécies. Animais de outros recintos foram realocados como medida preventiva.
O risco de contágio para o público é considerado praticamente nulo, segundo especialistas. No entanto, 15 funcionários do parque que atuam na área afetada estão sendo monitorados por precaução. Em caso de sintomas, serão submetidos a exames laboratoriais.
Entre as ações implementadas para conter a disseminação da gripe aviária, estão a eliminação dos animais afetados, o uso rigoroso de equipamentos de proteção individual (EPIs), a reestruturação dos recintos para impedir o contato com aves silvestres de vida livre e a intensificação dos protocolos de biossegurança.
A Savana Africana continuará interditada durante o período de vazio sanitário. As demais áreas do BioParque permanecem abertas, com reforço nas medidas de prevenção.
Diante da importância econômica da avicultura no Brasil, o caso serve de alerta para que medidas de vigilância sejam reforçadas em criadouros domésticos, zoológicos e áreas de preservação ambiental. A notificação imediata de qualquer suspeita é fundamental para impedir a disseminação da doença.
fontes:
agrimidia.com.br
g1.globo.com