O incêndio que atingiu o Shopping Tijuca na última sexta-feira (2) provocou danos estruturais relevantes. Técnicos da Defesa Civil do Rio de Janeiro identificaram, nesta segunda-feira (5), envergamento do piso do pavimento térreo, exatamente sobre o subsolo onde o fogo teve início, apontando risco de queda e mantendo a área interditada.
Afundamento no térreo sobre o subsolo
Segundo a avaliação preliminar, o piso do térreo — que funciona como teto do subsolo — sofreu deformações devido às altas temperaturas. O ponto crítico fica na área da loja de decoração BellArt, indicada como local de origem do incêndio.
Água acumulada e instabilidade
As equipes constataram acúmulo de água utilizada no combate às chamas e instabilidade na estrutura afetada. Por segurança, o trecho permanece isolado. Uma nova vistoria técnica minuciosa será realizada após a liberação total do local para verificar eventual comprometimento estrutural mais amplo e as condições para retomada das atividades.
Trabalho dos bombeiros segue
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro continua no rescaldo, combatendo focos remanescentes e dissipando a fumaça. O serviço é complexo, devido ao ambiente confinado, à densidade da fumaça e ao calor residual, o que exigiu a abertura de acessos laterais para ventilação e redução da temperatura no subsolo.
Vítimas e prejuízos
O incêndio deixou duas pessoas mortas e três feridas. Até o momento, não foi possível mensurar o total dos prejuízos materiais. O shopping permanece fechado, sem previsão de reabertura.
Histórico da edificação
A estrutura que hoje abriga o Shopping Tijuca foi originalmente projetada para uma loja Sears, projeto que não foi concluído e ficou abandonado por um período antes de ser adaptado para centro comercial, inaugurado em 1996. À época, circularam questionamentos sobre riscos estruturais, que agora voltam ao debate após o incêndio.