Deslocados internos de Beit Hanun chegam às ruínas de Gaza, capital homônima da faixa – Bashar Taleb/AFP
A guerra entre Israel e Hamas voltou com força total após o colapso do cessar-fogo na madrugada desta terça-feira (18). As Forças de Defesa de Israel (IDF) bombardearam alvos estratégicos em Gaza, resultando na morte de mais de 400 pessoas, segundo autoridades palestinas. A ofensiva aérea se intensificou, e há indícios de que operações terrestres serão retomadas nos próximos dias.
Israel retoma ofensiva e acusa Hamas de bloquear negociações
Israel justificou os ataques afirmando que o Hamas rejeitou todas as propostas para libertar reféns e estaria se reorganizando para novos ataques. “Chegamos à conclusão de que o Hamas não tem a intenção de libertar todos os reféns e que está se rearmando”, declarou um major das IDF.
Desde o início dos bombardeios, moradores de diversas áreas da Faixa de Gaza, incluindo Khan Yunis, Deir al-Balah e Rafah, foram orientados a deixar suas casas. O cenário se agravou, tornando esta terça-feira o dia mais letal na região desde novembro de 2023.
Mortes, protestos e tensão internacional
O Ministério da Saúde de Gaza informou que entre os mortos há pelo menos 130 crianças e inúmeras mulheres. O colapso da trégua gerou reações internacionais. A Rússia condenou os ataques e alertou para a instabilidade regional. A Turquia acusou Israel de genocídio, enquanto a ONU manifestou preocupação com a escalada da violência.
Enquanto isso, negociadores dos Estados Unidos e de países árabes tentam restaurar a trégua, mas o impasse persiste. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, enfrenta pressão interna para continuar a ofensiva, enquanto a ultradireita exige medidas mais rígidas contra os palestinos.
Crise humanitária e futuro incerto
A crise humanitária se agrava à medida que Israel restringe a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. Com a retomada dos combates, cresce a incerteza sobre o destino dos 59 reféns israelenses que permanecem sob poder do Hamas.
O conflito também provoca instabilidade em outras regiões. Israel intensificou ataques no Líbano e na Síria, enquanto os Estados Unidos enfrentam confrontos com rebeldes houthis no Mar Vermelho e no Iêmen.
A guerra continua, e a perspectiva de um cessar-fogo duradouro parece cada vez mais distante.
Fontes:
1.folha.uol.com.br
cnnbrasil.com.br