Rio de Janeiro (RJ) – Morreu neste domingo (24 de agosto de 2025), aos 93 anos, o cartunista Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, conhecido como Jaguar. Internado no Hospital Copa D’Or com uma infecção respiratória, seu quadro se agravou com complicações renais. A morte foi confirmada pelo hospital e pela família, que destacou o legado cultural irreparável deixado por ele.
Uma trajetória de irreverência e crítica
Jaguar iniciou sua carreira em 1952, aos 20 anos, como desenhista da revista Manchete. Posteriormente, publicou trabalhos em veículos como Senhor, Civilização Brasileira, Pif-Paf e Tribuna da Imprensa. Em 1969, foi um dos fundadores do jornal satírico O Pasquim, que marcou época pela irreverência e pela resistência à censura durante a ditadura militar.
Criação de ícones do humor

Foto ABI – Foto ABI
Entre suas criações mais famosas está o ratinho Sig, mascote do Pasquim, inspirado no psicanalista Sigmund Freud. Jaguar também deu vida a personagens como Gastão, o Vomitador, e Bóris, o Homem-Tronco, além de lançar livros como Átila, Você É Bárbaro (1968), Ipanema – Se Não Me Falha a Memória (2000) e Confesso Que Bebi (2001).
Jaguar trabalhou ao lado de ícones como Ziraldo, Millôr Fernandes e Henfil, consolidando-se como uma das maiores referências do humor gráfico brasileiro. Na TV Globo, assinou animações para as vinhetas do tradicional “Plim Plim”.
Contexto da internação
O cartunista estava internado há semanas no Hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro. Nos últimos dias, encontrava-se sob cuidados paliativos devido ao agravamento do quadro de saúde. Sua morte marca o fim de uma trajetória dedicada à crítica social e ao humor inteligente.
Legado e repercussão
A morte de Jaguar comoveu o Brasil. Diversos artistas, jornalistas e admiradores lamentaram a perda, ressaltando sua coragem e originalidade. Para muitos, Jaguar deixa não apenas um estilo único de humor, mas também um exemplo de resistência cultural em tempos de censura.
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