Foto: Reprodução/Instagram
A fêmea de macaco-prego encontrada baleada na Rua Piratininga, na Gávea, morreu neste domingo (21). O animal, resgatado pelo Instituto Vida Livre, havia sido batizado de Maria e estava paraplégico desde o disparo.
Segundo a entidade, a macaquinha não resistiu à cirurgia para retirada de um projétil de chumbinho, alojado no ombro. O ferimento havia comprometido a coluna e retirado seus movimentos das patas traseiras.
Resgate e tentativa de recuperação
Após ser localizada, Maria recebeu atendimento emergencial e exames detalhados no Instituto Vida Livre. Os veterinários acreditavam na possibilidade de reversão do quadro, já que a bala poderia estar comprimindo um nervo. No entanto, as complicações durante a cirurgia foram fatais.
O caso provocou comoção entre ambientalistas, moradores e ativistas, que reforçam a urgência de combater maus-tratos e intensificar a fiscalização em áreas urbanas próximas a fragmentos de mata.
Investigação e providências legais
O Ibama e a Polícia Civil foram acionados. A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do disparo e identificar os responsáveis. Até o momento, não há informações concretas sobre quem efetuou o tiro.
Segundo Roched Seba, representante do Instituto Vida Livre, é improvável que Maria tenha conseguido se deslocar após ser atingida, o que sugere que ela foi encontrada no mesmo local do disparo.
Contexto ambiental
A morte da macaquinha evidencia os riscos enfrentados por animais silvestres em áreas urbanizadas. A proximidade entre fragmentos de mata e bairros residenciais aumenta os registros de encontros e também os casos de violência. O episódio reforça a necessidade de campanhas educativas e punição rigorosa contra crimes ambientais.