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Carga especial de 800 toneladas, em carreta com 59 eixos e 392 pneus, trafega pela Dutra até Porto de Itaguaí — trecho conta com escolta, controle de tráfego e cronograma de paradas.

Rio de Janeiro (RJ) – A manhã desta quinta-feira (21) marcou um momento histórico na logística e no transporte rodoviário brasileiro. O maior conjunto transportador já registrado na Via Dutra chegou ao estado do Rio de Janeiro com um transformador superdimensionado de 350 toneladas, em um comboio que, com toda a estrutura de transporte, soma 845 toneladas, 136 metros de comprimento e 6 metros de largura.

A carreta gigante, equipada com 59 eixos e quase 400 pneus, partiu de Guarulhos (SP) e tem como destino o Porto de Itaguaí (RJ). O deslocamento mobiliza uma megaoperação de engenharia de tráfego e segurança, monitorada 24 horas pelo Centro de Controle Operacional da concessionária RioSP, além do acompanhamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), ANTT, DNIT, DER-SP e técnicos da empresa responsável pelo transporte.

Veículo com carga superdimensionada chegou no RJ nesta quinta-feira

Transtornos e operação de emergência

Por volta das 9h55, o veículo entrou no distrito de Engenheiro Passos, em Resende (RJ). No entanto, pouco depois, um dos pneus estourou na altura do km 334 da Via Dutra, provocando a interdição total da pista. Motoristas precisaram desviar pelo Posto Fiscal de Nhangapi, em Itatiaia (RJ).

A paralisação durou cerca de uma hora, até que a carga voltou a circular às 10h59. Às 11h22, o transformador passou pelo pedágio em sentido contrário, rumo a São Paulo, para ajustes técnicos. Às 12h, foi novamente estacionado no km 317, próximo a Penedo, e só retomou viagem às 14h.

Essas pausas fazem parte do planejamento da operação, que prevê paradas programadas para descanso, manutenção e liberação do tráfego, a fim de minimizar os impactos para motoristas.

Cronograma de deslocamento

De acordo com o planejamento oficial, o deslocamento da carga ocorrerá em etapas ao longo de vários dias:

  • Dia 22/08 (sexta-feira): saída do km 298, em Porto Real, às 9h; parada no km 282 até as 16h, onde ficará estacionada durante a noite.
  • Dia 23/08 (sábado): saída do km 282 às 9h; parada no km 264 até as 16h, pernoitando novamente.
  • Próximos dias: avanço gradual até a chegada em Seropédica (RJ), de onde seguirá para o Porto de Itaguaí, ponto final do percurso.

Estrutura do transporte

A dimensão da operação impressiona:

  • 845 toneladas no total
  • 136 metros de extensão (equivalente a um quarteirão inteiro)
  • 59 eixos
  • 398 pneus
  • Velocidade máxima: 20 km/h
  • Pedágio estimado em R$ 3 mil por passagem

O transporte é realizado sob escolta constante e com velocidade reduzida para evitar acidentes. Durante o deslocamento, não é possível que outros veículos ultrapassem a carreta, já que ela ocupa toda a largura da pista.

Impactos no trânsito e atenção redobrada

A lentidão na Dutra tem sido significativa durante a passagem do comboio. Por volta de 12h45 desta quinta-feira, o pedágio de Itatiaia já havia sido normalizado, mas motoristas ainda enfrentavam cerca de 3 km de congestionamento no Posto Fiscal de Nhangapi.

A concessionária RioSP reforça que condutores devem manter distância segura, respeitar os limites de velocidade e evitar paradas indevidas para observar a carga, já que muitos motoristas e moradores têm parado às margens da rodovia para fotografar a carreta.

Importância da operação logística

Transportes superdimensionados como esse são raros e exigem coordenação entre órgãos federais, estaduais e municipais. O transformador levado para o Porto de Itaguaí será utilizado em operações industriais de grande porte, reforçando a infraestrutura energética e logística do país.

Segundo especialistas, o trajeto pela Via Dutra é o mais viável por oferecer condições estruturais adequadas para suportar o peso e a largura da carreta, além da proximidade com o destino final.

Contexto e curiosidades

  • O conjunto transportador é considerado o maior já registrado na história da Dutra, superando operações anteriores de cargas industriais.
  • Durante o deslocamento, a carreta se torna praticamente uma plataforma móvel, exigindo planejamento detalhado de cada curva, ponte e inclinação da rodovia.
  • O trabalho envolve mais de 50 profissionais atuando em sincronia, incluindo engenheiros, escoltas policiais, técnicos de tráfego e mecânicos de apoio.

Fontes:
g1.globo.com

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