MC Poze do Rodo depõe na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Câmeras da Alerj — Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
O cantor Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, prestou depoimento nesta segunda-feira (18) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Câmeras, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ele foi chamado a esclarecer o roubo e a rápida devolução de sua Land Rover Defender blindada, levado no dia 19 de setembro, no Recreio dos Bandeirantes.
Ao ser questionado pelo presidente da CPI, deputado Alexandre Knoploch (PL), Poze afirmou que o veículo reapareceu rapidamente por causa de sua notoriedade.
“Eu sou mundialmente muito reconhecido. Tenho um Instagram com 16 milhões de pessoas e, por dia, mais de quatro milhões de pessoas me assistem nos stories todos os dias. Então, é óbvio, que quem me roubou, após ver toda a repercussão, não ficaria com o carro roubado. O carro é vermelho por dentro e por fora, é todo personalizado, tem meu nome nos bancos. Para mim, é obvio que, depois que eu postasse, ele iria aparecer. E ele não foi recuperado, foi largado. É meio óbvio ter sido devolvido, porque eu sou gigante”, disse o funkeiro.
O artista ainda argumentou que o veículo é totalmente personalizado, vermelho por dentro e por fora, com seu nome nos bancos, o que teria dificultado que os criminosos permanecessem com ele.
“É óbvio que, depois que eu postasse, ele iria aparecer. Ele não foi recuperado, foi largado…”, completou.
Debate com deputado
Durante a sessão, Poze confrontou Knoploch, que já havia o chamado de “marginal” nas redes sociais.
“Não tem porque eu ficar dialogando com uma pessoa que me acha uma coisa que eu não sou. Sou artista, pai de cinco filhos”, afirmou.
Knoploch confirmou a declaração e justificou:
“Eu não retiro o que disse. Músicas cantadas pelo senhor fazem apologia ao crime. Vivemos numa sociedade democrática, tem gente que gosta de funk, outras que gostam de gospel, mas eu acho que o que o senhor canta incentiva o crime. Admiro o senhor vir aqui falar o que o senhor tem vontade de falar, eu gosto de pessoa que é homem, chega e falar o que tem que falar e pronto. O caso do senhor (o roubo do Land Rover) aconteceu no momento temporal da CPI, por isso você foi chamado.”.
Poze usou habeas corpus para ficar em silêncio
A sessão durou 28 minutos. A advogada do cantor apresentou um habeas corpus que permitia a ele permanecer em silêncio. Após responder à primeira pergunta, Poze optou por não responder os demais questionamentos e foi liberado.
O que é a CPI das Câmeras?
A CPI investiga empresas de videomonitoramento, associações de proteção veicular e recuperadoras de veículos suspeitas de lucrar com o aumento da violência e dos roubos de automóveis no Rio. A comissão é presidida por Alexandre Knoploch (PL) e tem como relator Filippe Poubel (PL).