Documentos judiciais revelaram que a Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, baixou mais de 81 TB de livros piratas para treinar sua inteligência artificial. A prática foi confirmada através de e-mails trocados entre a equipe da empresa durante um processo nos Estados Unidos. A Meta obteve as obras por fontes ilegais, como LibGen e Anna’s Archive, sem fazer qualquer compensação aos autores.
O caso foi iniciado por escritores e artistas que acusam a Meta de usar cópias de obras sem autorização para alimentar seu modelo de IA. Embora a Meta tenha admitido anteriormente o uso do LibGen, novos documentos detalham o alcance da pirataria. Além dos 80,6 TB baixados do LibGen, a Meta obteve também 35,7 TB de outra plataforma, além de 81,7 TB de dados do Anna’s Archive.
O uso de torrents para realizar os downloads é outro ponto que agrava a situação. Isso permitiu que a Meta, involuntariamente, ajudasse a disseminar as obras de forma ilegal, colaborando para a pirataria de livros. A empresa tentou mascarar as atividades, utilizando servidores externos e modificando configurações para minimizar o compartilhamento de dados.
As mensagens revelam que toda a equipe estava ciente da ilegalidade dos downloads. Um dos pesquisadores da Meta, em uma troca de mensagens, destacou que “baixar torrent de um laptop corporativo não parece certo”. Além disso, o nome de Mark Zuckerberg, CEO da Meta, também foi mencionado. Em um dos e-mails, um colaborador afirmou que a decisão de usar o LibGen foi tomada “após a situação escalar para o MZ”, indicando que o CEO sabia do processo.
Até o momento, a Meta não se pronunciou sobre as novas evidências. A empresa havia alegado anteriormente que o uso dos dados estava dentro do conceito de “fair use”, mas a acusação agora busca novas testemunhas devido às contradições nas respostas da empresa.
Fontes: tecmundo.com.br/tudocelular.com