Pesquisar
ALERJ - Transforma sua vida

Somente entre janeiro e agosto, 100 coletivos foram tomados por criminosos, afetando diretamente a mobilidade de milhares de passageiros no Rio de Janeiro.

Ônibus foram usados como barricadas — Foto: Reprodução/TV Globo

A cidade do Rio de Janeiro vive um cenário preocupante. Entre janeiro e agosto de 2025, criminosos sequestraram 100 ônibus e os usaram como barricadas. Em 2024, foram 68 casos no mesmo período e 119 em todo o ano.

Passageiros e trânsito impactados

O Sindicato das Empresas de Ônibus do Rio de Janeiro (Rio Ônibus) calcula que cada ocorrência prejudica até 200 mil pessoas. Isso ocorre porque o problema ultrapassa a linha sequestrada: afeta o trânsito local, bloqueia vias e compromete a circulação de outros coletivos.

“O impacto é significativo. Um sequestro na Pavuna pode prejudicar moradores de Bonsucesso, já que os ônibus deixam de chegar ao destino”, afirmou o porta-voz da Rio Ônibus, Paulo Valente.

Linhas mais afetadas

Um levantamento feito pela CBN mostra que as linhas 920 (Pavuna x Bonsucesso) e 606 (Engenho de Dentro x Terminal Gentileza) lideram os registros, com seis ocorrências cada. A linha 778 (Pavuna x Cascadura) foi alvo de criminosos cinco vezes neste ano.

Áreas críticas da cidade

Os sequestros se concentram em regiões de intenso conflito. O Engenho Novo lidera o ranking, com 16 casos. A Ilha do Governador aparece em seguida, com 12 registros, e a Pavuna ocupa a terceira posição, com 11 ocorrências.

Governo reage ao aumento dos casos

O governador Cláudio Castro declarou que a exposição dos episódios fortalece os criminosos. “Quanto mais publicizado o sequestro de ônibus, mais eles utilizam essa estratégia contra a própria sociedade”, afirmou. Segundo ele, inteligência policial confirma que os grupos repetem ações que ganham repercussão.

Consequências para motoristas e cobradores

Além dos passageiros, motoristas e cobradores sofrem diretamente. Em 2024, 300 profissionais foram afastados após viverem episódios de violência. Muitos precisaram de tratamento para lidar com estresse e ansiedade.
De acordo com Paulo Valente, “as empresas de ônibus acompanham de perto a situação, oferecendo apoio psicológico para minimizar os impactos do trauma”.

Fonte: cbn.globo.com

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Família de idosa denuncia cobrança indevida; motorista devolve valor, nega fraude e caso provoca debate sobre pagamentos via Pix.

Município arrecadou R$ 2 bilhões em royalties do petróleo, porém bairros periféricos ainda convivem com esgoto a céu aberto e ruas sem asfalto.

Últimas notícias
rj1-tv1
Diarista tem TV roubada ao fugir de incêndio na Lapa e desabafa: “a gente tava na luta fugindo do fogo”

Eletrodoméstico foi retirado de apartamento vizinho a boate incendiada quando motorista aproveitou o caos e fugiu. Incêndio mobilizou bombeiros e deixou um homem ferido.

bdrj-limpo-20260123-0545-frame-186525
Homem em situação de rua destrói carros estacionados em Copacabana durante a noite

Agressor usou uma barra de ferro para quebrar vidros e amassar veículos na Rua Santa Clara, próximo à Rua Tonelero.

gettyimages-1483904152.jpg_554688468
Proposta do Flamengo não agrada ao West Ham, que pede mais por Lucas Paquetá

Clube inglês exige 45 milhões de euros e só aceita liberar o meia após o fim da temporada europeia