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Justiça bloqueia R$ 700 mil em bens da facção; operação mira expansão do tráfico do Complexo da Maré para Petrópolis e provoca tiroteios e impactos em escolas e unidades de saúde.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado deflagraram nesta quinta-feira (2) a segunda fase da Operação Asfixia, que investiga a expansão do Comando Vermelho (CV) na Região Serrana, especialmente em Petrópolis. Ao todo, 11 pessoas foram presas, entre elas o sargento Bruno da Cruz Rosa, do 20º BPM, e Robson Esteves de Oliveira, assessor da Prefeitura de Petrópolis. A Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 700 mil em bens ligados à organização criminosa.

A operação teve como foco a ligação entre o Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, e a Região Serrana, identificando Petrópolis como entreposto do CV. Segundo as investigações, 56 pessoas foram denunciadas por associação para o tráfico e corrupção ativa. O grupo criminoso, liderado por Wando da Silva Costa, o “Macumbinha”, coordenava o transporte de drogas e armas da Maré para a Região Serrana.

O PM Bruno da Cruz Rosa é apontado como informante do tráfico, repassando informações sobre operações e a localização de viaturas, recebendo benefícios em troca. Já Robson Esteves, assessor da prefeitura, também fornecia informações sigilosas à facção, motivando sua exoneração imediata.

A operação envolveu 18 mandados de prisão e bloqueio judicial de bens da facção, além de diligências em diversas localidades, incluindo Madame Machado, Nogueira, Secretário, Araras e o Morro da Provisória em Petrópolis, bem como no Parque União, na Maré. Parte das equipes foi recebida a tiros, e helicópteros da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) auxiliaram na ação.

A ofensiva policial afetou a rotina local: 32 escolas foram temporariamente fechadas (30 municipais e 2 estaduais) e duas unidades de saúde suspenderam serviços, conforme informado pelas secretarias de Educação e Saúde do Estado e do Município.

A Prefeitura de Petrópolis declarou que desconhecia qualquer atividade ilícita do assessor preso e que colaborará com as autoridades. A Polícia Militar destacou que não compactua com desvios de conduta de integrantes da corporação e informou que o PM será submetido a processo administrativo disciplinar.

A operação reforça a atuação das forças de segurança no combate à expansão territorial do CV, com foco na logística de tráfico de drogas, armas e corrupção de agentes públicos.

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