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Entre os investigados estão um policial civil aposentado e um policial penal. Grupo cobrava “taxas” ilegais de comerciantes desde 2019 e usava violência.

Polícia Civil e MPRJ fazem operação no Camelódromo da Uruguaiana, no Centro do Rio. — Foto: Reprodução/ TV Globo

Na manhã desta quinta-feira (15), a Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado (MPRJ) realizaram uma operação contra uma organização criminosa que atuava no Camelódromo da Uruguaiana, no Centro do Rio. Até o momento, os agentes prenderam oito pessoas ligadas ao esquema de extorsão e lavagem de dinheiro.

Entre os presos estão um policial civil aposentado e um policial penal ainda na ativa. Ambos integravam a quadrilha que há anos impunha terror sobre os comerciantes da região.

Extorsão com “taxas sociais” e cortes de energia

Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o grupo cobrava “taxas sociais” de forma compulsória.

Essas cobranças ilegais funcionavam como um “pedágio” para que os comerciantes mantivessem seus boxes funcionando no Mercado Popular. Além das taxas, os criminosos exigiam pagamentos referentes à energia elétrica. Quando os comerciantes recusavam ou atrasavam os valores, a quadrilha cortava a eletricidade dos quiosques.

Com ameaças constantes e presença de homens armados, os criminosos mantinham o controle da região. Muitos comerciantes relataram ter sido coagidos a pagar sob risco de expulsão ou perda da mercadoria.

Venda irregular de boxes e lavagem de dinheiro

As investigações também revelaram que o grupo vendia irregularmente os boxes da Uruguaiana por valores entre R$ 60 mil e R$ 80 mil. Como o espaço pertence ao poder público, somente a Prefeitura do Rio poderia autorizar o uso comercial dos quiosques.

Além disso, os criminosos lavavam o dinheiro arrecadado por meio de extorsão. O montante passava por contas de laranjas antes de ser reinvestido na compra de novos boxes dentro do próprio camelódromo.

Denúncias e mandados cumpridos

Ao todo, os promotores e policiais cumpriram 11 mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão em endereços no Camelódromo da Uruguaiana, na Barra da Tijuca e na Baixada Fluminense.

O Ministério Público já denunciou 14 pessoas. Elas vão responder por organização criminosa armada, extorsão, usurpação de função pública e lavagem de dinheiro.

Fonte: cbn.globo.com

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