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Polícia Civil do RJ mobiliza delegacias da capital, Baixada e interior contra quadrilhas envolvidas em crimes patrimoniais.

Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu 547 foragidos nesta terça-feira durante nova fase da Operação Espoliador. A ação combate roubo, latrocínio e receptação.

Além disso, agentes cumpriram mandados expedidos pela Justiça com base em inquéritos conduzidos em todo o estado. A ofensiva ocorreu simultaneamente na capital, Baixada e interior.

Segundo as investigações, traficantes de drogas incentivam roubos e financiam atividades ilegais. Eles emprestam armas e oferecem suporte logístico às quadrilhas.

De acordo com a corporação, facções criminosas respondem por 80% dos roubos de veículos. Além disso, elas concentram 90% dos roubos de cargas na capital e Região Metropolitana.

Alvos de alta periculosidade

A operação priorizou criminosos com extensa ficha criminal. Entre os presos, policiais capturaram um homem com 23 anotações, sendo 14 por crimes patrimoniais.

Agentes da 1ª DP realizaram essa prisão. O suspeito era considerado alvo estratégico pela reincidência.

Além disso, equipes prenderam outro homem com 14 passagens por homicídio, roubo, receptação e extorsão. A polícia monitorava seus deslocamentos havia semanas.

Em Cabo Frio, policiais da 126ª DP capturaram dois foragidos. Um deles responde por latrocínio contra um idoso durante roubo de carro.

Ele acumula sete anotações criminais. O segundo foi condenado a 18 anos por roubo qualificado e soma 11 passagens.

Inteligência e tecnologia

Agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática recapturaram um homem condenado a oito anos por roubo. Ele descumpriu regras da liberdade condicional.

O foragido foi localizado após trabalho de inteligência. Segundo a polícia, ele possui dezenas de registros por crimes patrimoniais.

Portanto, a operação mira toda a estrutura criminosa. A polícia busca chefes, executores e receptadores que revendem produtos roubados.

Declaração oficial

O secretário Felipe Curi afirmou que mais de 60% dos presos já possuíam antecedentes. Ele, contudo, defendeu mudanças no sistema penal.

“Alguns criminosos voltam às ruas no dia seguinte à prisão”, declarou. Segundo ele, uma reformulação será necessária para reduzir a reincidência.

Mobilização estadual

A Operação Espoliador mobilizou delegacias distritais e departamentos especializados. Mandados foram cumpridos em diversas regiões fluminenses.

A ação foi coordenada pela cúpula da Polícia Civil. As prisões foram realizadas após meses de investigação integrada.

Enquanto isso, novas fases não são descartadas. A corporação afirma que continuará prendendo envolvidos em crimes patrimoniais.

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