Polícia Civil mira tráfico de drogas em Niterói — Foto: Reprodução
A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou, na manhã desta quarta-feira (11), uma operação de grande porte contra o tráfico de armas e drogas no Complexo da Viradouro, em Niterói. A ação visa desmantelar a estrutura criminosa do Comando Vermelho (CV), que opera diretamente o fornecimento de armamentos e entorpecentes para comunidades da região.
Com base nas investigações da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), agentes cumprem mandados em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e até em Santa Catarina, onde estão os responsáveis pela logística do esquema.
Complexo da Viradouro: foco da operação
O Complexo da Viradouro, localizado no bairro Largo da Batalha, reúne seis comunidades fortemente influenciadas pelo tráfico: Chiqueirinho, Curral das Antas, Garganta, Mar de Rosas, Parque Madalena e União do Viradouro.
Segundo a polícia, criminosos usavam empresas de fachada em Niterói e São Gonçalo para esconder pagamentos e transferências ilegais. Essas empresas atuavam como elo entre fornecedores de armas e drogas e os centros de distribuição nas comunidades.
Ação integrada com Santa Catarina amplia alcance da operação
Além do estado do Rio de Janeiro, a operação conta com apoio da Polícia Civil de Santa Catarina. Lá, agentes identificaram suspeitos que coordenam o transporte dos materiais ilícitos até os centros urbanos do Rio.
Essas articulações entre estados demonstram o alcance interestadual da quadrilha e a necessidade de cooperação policial para enfraquecer o grupo criminoso.
Objetivo é interromper o fluxo de drogas e armas
Com a operação, a Polícia Civil busca desarticular a cadeia de suprimento do Comando Vermelho no Leste Fluminense. Segundo os investigadores, a estrutura criminosa inclui desde contatos com fornecedores até rotas de entrega cuidadosamente montadas.
Por isso, os agentes também analisam movimentações financeiras e contratos comerciais usados para lavar dinheiro e garantir o financiamento do tráfico.
Fonte: g1.globo.com