Foto: JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO
O Ministério Público do Rio de Janeiro iniciou, nesta terça-feira (4), mais uma fase da Operação Safari. Promotores do Gaeco/MPRJ cumprem 16 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de atuar como gerentes do jogo do bicho no estado. Todos são apontados como integrantes da organização liderada por Rogério Andrade, um dos contraventores mais influentes do país.
As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital e são cumpridas em diversos bairros do Rio, especialmente em regiões onde a quadrilha mantém pontos de arrecadação ilegal.
Objetivo é desarticular a estrutura financeira da contravenção
Os investigadores buscam documentos, dinheiro, celulares e registros contábeis. Esses materiais devem fortalecer as provas já obtidas desde o início das investigações, que apontam um esquema profissional de apostas ilegais e lavagem de dinheiro.
Segundo o MPRJ, os suspeitos mantêm a operação ativa, mesmo após a prisão do chefe do grupo. O foco desta fase é mapear os operadores de rua e quem cuida da movimentação financeira do bicho no Rio.
Rogério Andrade continua preso em presídio federal
Rogério Andrade, considerado uma das figuras mais poderosas da contravenção no Brasil, está preso desde outubro do ano passado. Ele foi transferido para um presídio federal em Mato Grosso do Sul, devido ao alto risco de fuga e influência sobre agentes públicos.
Mesmo preso, Andrade segue, segundo o MP, com poder de comando, utilizando uma rede de gerentes para administrar os pontos de aposta clandestinos.
Operação Safari: histórico
- Iniciada em 21 de fevereiro de 2025
- 50 pontos de jogo do bicho fechados
- Vários responsáveis presos
- Materiais apreendidos, incluindo máquinas e cadernos de arrecadação
A ofensiva faz parte da estratégia de reduzir o financiamento de facções criminosas que se beneficiam da contravenção.