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Tribunal de Justiça do Rio mantém prisão preventiva do rapper Oruam, acusado de tentativa de homicídio contra delegado e policial civil durante conflito com a polícia.

Foto: Kleyton Cintra/TV Globo

A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) negou o pedido de habeas corpus da defesa de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o rapper Oruam, e manteve sua prisão preventiva nesta quinta-feira (11). Oruam é acusado de tentativa de homicídio qualificado contra o delegado Moyses Santana Gomes e o policial civil Alexandre Alvez Ferraz, após um confronto ocorrido em julho deste ano, no Rio de Janeiro.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) decidiu manter a prisão preventiva de Oruam, rapper e filho de um dos líderes do Comando Vermelho, acusado de tentativa de homicídio contra dois policiais civis. A decisão foi tomada na última quinta-feira (11), quando a 4ª Câmara Criminal negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa do cantor. O cantor permanece preso desde o dia 22 de julho, quando se entregou à Polícia Civil.

O rapper é acusado de ter se envolvido em um confronto com policiais civis na noite de 21 de julho, quando, segundo as investigações, ele e um grupo de amigos impediram a apreensão de um adolescente procurado por tráfico de drogas e roubos. Durante a confusão, pedras foram lançadas contra os agentes, e dois deles ficaram feridos, um dos quais teve que se abrigar atrás da viatura e outro foi atingido nas costas.

A defesa de Oruam alega que não havia risco real de morte e que a acusação carece de provas materiais ou periciais concretas. Além disso, a defesa argumenta que a ação da polícia poderia ser ilegal, levantando questões sobre a legalidade do confronto. No entanto, a decisão judicial se baseou no risco à ordem pública e na necessidade de manutenção da prisão preventiva para garantir a paz social, conforme exposto pela desembargadora Marcia Perrini Bodart.

O caso ganhou destaque também devido ao fato de Oruam ser filho de Marcinho VP, um dos líderes históricos do tráfico de drogas no Rio de Janeiro. A Polícia Civil ainda investiga a relação do rapper com facções criminosas e a possibilidade de envolvimento em outros crimes.

O envolvimento de Oruam com facções e a repercussão do caso

A prisão de Oruam se deu em meio a uma investigação maior sobre o envolvimento do rapper com organizações criminosas e o impacto de suas ações na segurança pública. Os outros acusados no caso, como o amigo Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, também foram formalmente denunciados por tentativa de homicídio qualificada.

A defesa, por sua vez, argumenta que as acusações contra Oruam não são claras e que não há provas suficientes para a continuidade da prisão preventiva. Contudo, para as autoridades, a manutenção da prisão é necessária, visto que as ações do rapper estão ligadas ao crime organizado e à ameaça à ordem pública.

Próximos passos na investigação

Com a prisão de Oruam mantida, a Polícia Civil segue com a investigação sobre os eventos de 21 de julho. As autoridades buscam esclarecer os detalhes do confronto e o envolvimento de outras pessoas na tentativa de homicídio. Além disso, a investigação também visa entender o papel de Oruam e seu grupo na organização criminosa, que atua em várias áreas do Rio de Janeiro.

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