Papa Francisco no dia 9 de fevereiro — Foto: AFP/Alberto Pizzoli
O Papa Francisco, de 88 anos, continua internado no hospital Gemelli, em Roma, onde luta contra uma pneumonia dupla. Apesar da estabilidade do quadro clínico, a saúde do pontífice segue sendo acompanhada de perto pelos médicos. No sábado (1º), o Vaticano informou que ele não apresentou novas crises respiratórias e descansou durante a noite.
Na sexta-feira (28), uma piora repentina gerou preocupação entre fiéis e autoridades eclesiásticas. O Papa sofreu uma crise de broncoespasmo que resultou em vômito com inalação, exigindo uma broncoaspiração de emergência. Após o procedimento, Francisco passou a utilizar ventilação mecânica não invasiva para auxiliar na respiração. Apesar da complexidade do quadro, ele permaneceu consciente e colaborativo com os médicos.
Internação mais longa desde 2013
Francisco está hospitalizado desde o dia 14 de fevereiro, quando deu entrada com sintomas de bronquite. Nos dias seguintes, foi diagnosticado com pneumonia bilateral, um quadro infeccioso grave que inflama os pulmões e dificulta a respiração. A condição se tornou a mais complexa enfrentada pelo pontífice desde o início de seu papado, em 2013.
Em 2021, ele passou dez dias internado após uma cirurgia intestinal, mas a atual hospitalização já ultrapassa essa marca. O Vaticano mantém um “prognóstico reservado”, indicando que os médicos ainda não podem prever quando ele receberá alta. Especialistas estimam que as próximas 48 horas serão cruciais para determinar a evolução do tratamento.
Recuperação inclui fisioterapia e oração
Desde a piora na sexta-feira, Francisco segue em repouso, alternando momentos de fisioterapia respiratória e oração na capela do hospital. No sábado pela manhã, ele tomou café da manhã e leu jornais, demonstrando melhora na disposição. Fontes próximas informam que ele se mantém de bom humor, apesar das limitações impostas pela internação prolongada.
À noite, fiéis se reuniram na Praça São Pedro, no Vaticano, para rezar pela recuperação do pontífice. O rosário foi conduzido pelo cardeal Claudio Gugerotti, prefeito do dicastério das Igrejas Orientais. Autoridades católicas seguem acompanhando de perto o estado de saúde do líder espiritual de 1,4 bilhão de fiéis ao redor do mundo.
Fontes:
1.folha.uol.com.br
oglobo.globo.com