Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro criou um programa inovador para proteger pessoas com mais de 60 anos. Batizado de Patrulha da Pessoa Idosa 60+: Retribuindo e Protegendo, o projeto já atendeu 1.400 idosos em apenas sete meses. A ação, que combina acolhimento, escuta ativa e policiamento de proximidade, oferece respostas rápidas aos casos de violência e abandono.
A iniciativa surgiu para responder ao crescimento da população idosa e ao aumento de denúncias relacionadas a esse público. Além disso, a PM busca fortalecer a confiança da população mais velha, que muitas vezes sofre calada.
Atendimento direto e personalizado faz a diferença
Diferente de outras operações policiais, a Patrulha 60+ atua com um canal de atendimento direto via telefone. A guarnição responsável atende casos de violência física, psicológica, sexual, financeira, bem como abandono e negligência.
Atualmente, 157 idosos recebem acompanhamento contínuo por parte dos policiais. Esses profissionais são treinados para entender os direitos da pessoa idosa e, sempre que necessário, encaminham os casos à delegacia especializada.
Atenção redobrada nos bairros com maior número de idosos
O programa concentra suas operações nos bairros com maior população idosa: Copacabana e Leme, na zona sul do Rio, e Icaraí, em Niterói. Essas regiões concentram altos índices de denúncias e, por isso, exigem ações mais específicas e frequentes.
De acordo com o tenente-coronel Fábio Lecin, coordenador do programa, a patrulha foca nas camadas mais vulneráveis dos idosos, geralmente expostos a pressões urbanas, familiares e sociais.
“O objetivo da iniciativa é garantir proteção e cidadania à população idosa, por meio de acolhimento e segurança pública direcionada”, reforçou Lecin.
Cláudio Castro destaca a importância da Patrulha 60+
Para o governador Cláudio Castro, o aumento da expectativa de vida no Brasil exige que o estado desenvolva ações específicas para essa população. “O número de atendimentos da Patrulha 60+ reforça a necessidade do programa e mostra a confiança das vítimas na Polícia Militar”, afirmou.
Além disso, ele destaca que o programa deve servir de modelo para outros estados, pois coloca a dignidade dos idosos no centro da política de segurança pública.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br