A polícia prendeu quatro homens em flagrante neste fim de semana em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em golpes contra estabelecimentos comerciais.
Segundo a investigação, o grupo frequentava bares e locais de hospedagem, consumia produtos de alto valor e deixava os estabelecimentos sem pagar.
Prejuízo ultrapassa R$ 10 mil em um único bar
A prisão foi realizada por agentes da 12ª DP após o grupo aplicar um golpe em um bar tradicional da Zona Sul.
No local, os suspeitos consumiram lagosta, camarões e bebidas importadas, incluindo whisky de 20 anos. Apenas neste estabelecimento, o prejuízo ultrapassou R$ 10 mil, de acordo com a polícia.
Golpe também atingiu hostel da cidade
Além dos bares, a quadrilha também aplicou golpes em um hostel do Rio. Os suspeitos realizaram sete reservas fracionadas de diárias, utilizando cartões virtuais diferentes por meio de uma plataforma digital.
Durante a estadia, o grupo consumiu alimentos e bebidas do estabelecimento, alegando que os valores seriam compensados posteriormente. Os itens escolhidos eram sempre os mais caros do cardápio.
Cancelamento simultâneo revelou a fraude
No momento em que a gerente do hostel se dirigiu à delegacia para registrar ocorrência, após identificar indícios de fraude, os quatro homens cancelaram simultaneamente todos os pagamentos feitos com os cartões virtuais.
A manobra impediu a quitação das diárias e dos consumos, que somaram mais de R$ 5 mil.
Ostentação nas redes sociais
Segundo a polícia, os suspeitos ostentavam uma vida de luxo nas redes sociais, exibindo gastos elevados financiados com o dinheiro obtido por meio dos golpes aplicados em diferentes estabelecimentos.
Antecedentes criminais e investigações em andamento
Os quatro homens foram presos enquanto se preparavam para deixar o hostel. Dois deles são do estado de São Paulo e possuem antecedentes por estelionato e furto. Os outros dois, moradores do Rio, também têm registros criminais.
Eles vão responder pelos crimes de estelionato e associação criminosa. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outras vítimas e apurar a participação do grupo em golpes semelhantes.