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O policial civil João Pedro Marquini, de 38 anos, morreu na noite deste domingo (30) após ser atingido por criminosos armados com pistolas e fuzis na Serra da Grota Funda, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O agente integrava a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), tropa de elite da Polícia Civil, responsável por operações de alto risco.
Os disparos ocorreram enquanto Marquini passava de carro pela região. A juíza Tula Corrêa de Mello, esposa do policial, seguia em outro veículo blindado, que também foi atingido. Apesar do ataque, ela saiu ilesa.
CORE e Polícia Militar mobilizam operações na área
Após o crime, agentes da CORE e da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) iniciaram diligências para identificar e prender os responsáveis pelo ataque. A Polícia Militar destacou que equipes do 31° BPM (Recreio dos Bandeirantes) foram acionadas para a ocorrência, confirmando o homicídio ao chegarem ao local.
A principal linha de investigação sugere que o crime tenha ocorrido durante uma tentativa de assalto, mas não se descarta a possibilidade de um ataque direcionado ao policial. Os criminosos fugiram para a comunidade César Maia, dominada pelo Comando Vermelho.
Quem era João Pedro Marquini?
Marquini fazia parte da tropa de elite da Polícia Civil, atuando em operações de resgate, gerenciamento de crises e incursões em áreas de risco. A CORE, unidade à qual pertencia, é uma das mais especializadas do Brasil e inclui divisões como o Esquadrão Antibomba e operações com cães treinados.
O agente era casado há pouco mais de um ano com a juíza Tula Corrêa de Mello, magistrada do III Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Tula foi uma das responsáveis pelo caso da juíza Patrícia Acioli, assassinada em 2011, e tem forte atuação na defesa da igualdade de gênero e no combate à violência contra mulheres.
Nas redes sociais, Tula costumava compartilhar momentos com o marido, incluindo viagens e declarações de amor. “Amo nossa família, nossos sonhos, nossos defeitos, nossos projetos, nossa vocação. Amo a gente”, escreveu em uma das publicações.
Investigação em andamento
A Polícia Civil informou que a investigação continua em andamento na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Equipes seguem mobilizadas para capturar os responsáveis pelo crime.
A corporação lamentou a perda do agente e garantiu que prestará total apoio à família. O enterro ainda não teve detalhes divulgados.
Fonte: cnnbrasil.com.br/veja.abril.com.br