Foto: Reprodução/ TV Globo
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, no último domingo (7), Marcelo Feital Joaquim, suspeito de liderar uma milícia atuante no centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O grupo extorquia comerciantes e ameaçava explodir lojas caso não recebesse pagamentos ilegais.
Durante a operação, os agentes encontraram um simulacro de pistola, documentos relacionados às extorsões e um carro utilizado pelo grupo em ações criminosas. Além disso, a polícia apreendeu receituários médicos da prefeitura local, o que levanta suspeitas de uso indevido de documentos públicos.
Milícia causou prejuízo de R$ 100 mil em arrombamentos
Na madrugada de sexta-feira (5), membros da milícia invadiram diversos estabelecimentos comerciais. Eles arrombaram lojas e deixaram um prejuízo estimado em R$ 100 mil. De acordo com o delegado Márcio Esteves, responsável pelo caso, os criminosos buscavam forçar comerciantes a entregar os pontos comerciais mediante ameaça.
Ainda segundo o delegado, Marcelo Feital usava seu passado como assessor político para intimidar as vítimas, mencionando nomes de autoridades públicas. Essa estratégia buscava criar um ambiente de medo e coação, dificultando denúncias por parte dos comerciantes.
Polícia amplia investigações para capturar demais integrantes
Embora a prisão de Marcelo represente um avanço, as investigações continuam em curso. A Polícia Civil já identificou outros suspeitos envolvidos na quadrilha e trabalha para cumprir novos mandados de prisão nos próximos dias.
“Vamos continuar agindo com rigor. A milícia não vai tomar conta de Nova Iguaçu”, declarou o delegado Esteves. Ele ressaltou que a atuação do grupo seguia um padrão violento, com ameaças constantes e uso de força para coagir comerciantes.
Influência política e documentos oficiais levantam suspeitas adicionais
A apreensão de documentos médicos da Prefeitura de Nova Iguaçu pode indicar o uso indevido de papéis públicos para fins criminosos. A polícia investiga se o grupo utilizava os documentos para se beneficiar de esquemas paralelos ou simular vínculos com órgãos municipais.
O histórico político de Marcelo Feital também entrou no radar das autoridades. Segundo os investigadores, ele já exerceu funções de assessoria, o que pode ter facilitado seu acesso a informações privilegiadas ou a estruturas de poder.