A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (20), o dono de uma clínica de reabilitação localizada em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, suspeito de comandar um esquema de internações compulsórias ilegais.
A ação resultou do avanço das investigações conduzidas por equipes especializadas da corporação.
De acordo com a polícia, o homem chefiava uma estrutura organizada que mantinha pessoas internadas contra a própria vontade, sem qualquer autorização judicial.
A prisão ocorreu na residência do suspeito, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Clínica mantinha “setor de capturas”
As investigações apontam que a clínica possuía um chamado “setor de capturas”.
Esse grupo atuava de forma direta na localização e abordagem das vítimas.
Segundo os agentes, os funcionários monitoravam pessoas previamente escolhidas.
Em seguida, realizavam abordagens agressivas e forçavam as internações.
Além disso, a polícia apurou o uso de medicamentos controlados para conter as vítimas.
Todas as ações ocorriam sem respaldo legal ou autorização judicial.
Resgate e prisões anteriores
No início do mês, a Polícia Civil resgatou um homem que estava sendo mantido contra a própria vontade na clínica.
A vítima relatou que foi internada à força.
Na mesma operação, sete pessoas foram presas em flagrante.
Elas responderam pelos crimes de cárcere privado e associação criminosa.
Essas prisões reforçaram a suspeita de que o local funcionava de forma ilegal.
A partir disso, as investigações avançaram até o proprietário.
Prisão do chefe do esquema
Após trabalho de inteligência da 66ª DP, os policiais identificaram o dono da clínica como líder da organização criminosa.
Com base nas provas reunidas, a Justiça decretou a prisão preventiva.
O homem vai responder pelos crimes de extorsão, sequestro para fins de internação compulsória e lesão corporal.
A Polícia Civil considera a prisão um avanço importante no enfrentamento desse tipo de crime.
Investigações continuam
A corporação informou que as investigações seguem em andamento.
Os agentes buscam identificar outras vítimas e possíveis envolvidos no esquema.