Ponto de ônibus intermunicipal na Avenida Francisco Bicalho, no Centro do Rio — Foto: Reprodução/TV Globo
Diante do crescimento alarmante de assaltos a ônibus no Rio de Janeiro, o governo estadual sancionou, nesta sexta-feira (9), a criação do Programa Ônibus Seguro. A medida coloca policiais de folga e outros agentes de segurança dentro de ônibus que circulam na Região Metropolitana do Rio. O objetivo principal é coibir crimes, especialmente em áreas com maior incidência.
Dados apontam aumento expressivo nos crimes
De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), o Rio registrou 1.052 assaltos a ônibus apenas nos três primeiros meses de 2025. Isso representa um aumento de quase 30% em relação ao mesmo período de 2024. No ano passado, a cidade contabilizou 4.449 casos semelhantes. Esses dados alarmantes motivaram a implementação urgente do programa.
Efetivo de segurança contará com policiais e guardas municipais
O novo programa prevê a contratação de policiais militares, civis e penais, todos em dias de folga, por meio do Regime Adicional de Serviço (RAS). Além disso, o efetivo contará com guardas municipais. A operação será viabilizada por meio de um convênio entre o Governo do Estado, prefeituras e a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor).
Crime recente reforça urgência da medida
Na última quarta-feira (7), quase 30 passageiros foram feitos reféns durante um assalto em um ônibus que saiu de Cabuçu, em Nova Iguaçu, rumo ao Centro do Rio. Dois criminosos abordaram o veículo na altura de Irajá, próximo ao Shopping Via Brasil. A Polícia Militar agiu rapidamente e prendeu os assaltantes em flagrante.
Inteligência será essencial para o sucesso da operação
Segundo o deputado estadual Luiz Paulo (PSD), autor do projeto, a presença policial será concentrada em áreas com maior número de ocorrências. “É impossível ter policial em todos os ônibus, mas pode ter nas regiões onde concentram os assaltos. Por isso, precisa estar por trás disso um sistema de inteligência”, explicou o parlamentar.
Fonte: g1.globo.com