Vladimir Putin — Foto: Sputnik/Mikhail Metzel/Pool via REUTERS
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou nesta segunda-feira (24) que Moscou está pronta para cooperar com os Estados Unidos na produção de metais de terras raras, um dos principais recursos minerais da Ucrânia. A oferta ocorre após o presidente americano, Donald Trump, condicionar a assistência militar a Kiev à concessão desses recursos estratégicos.
Putin afirmou que a negociação entre Trump e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, “não é da conta” da Rússia, mas destacou que a Rússia pode se tornar parceira de Washington nessa área. Além disso, o líder russo considerou a possibilidade de um acordo entre as duas potências para reduzir os orçamentos de Defesa. “É uma boa ideia”, declarou Putin.
Aproximação entre Trump e Putin e impacto na Europa
Desde a semana passada, Trump e Putin intensificaram os contatos para viabilizar um acordo que ponha fim à guerra na Ucrânia, que completa três anos. O presidente americano vem elogiando a postura de Putin, o que tem causado preocupação entre os aliados europeus.
Líderes da União Europeia, que se reuniram em Paris para discutir a situação, defenderam o aumento dos gastos militares diante da ameaça russa. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que está “pronto e disposto” a enviar tropas britânicas para a Ucrânia, caso um acordo de paz seja assinado.
Apesar da aproximação com Trump, Putin enfatizou que o interesse do presidente americano “não é da Rússia, mas sim da Ucrânia”. Mesmo assim, o Kremlin não se opõe à participação da União Europeia nas negociações de paz. Segundo Putin, o próprio bloco europeu recusou contato com Moscou ao longo do conflito.
Trump e Macron discutem envio de tropas de paz
Trump recebeu o presidente francês, Emmanuel Macron, na Casa Branca nesta segunda-feira e afirmou não ver problemas no envio de tropas europeias de paz para a Ucrânia. Segundo ele, Putin aceitará essa condição, desde que os soldados não participem diretamente dos combates.
Macron confirmou que os militares europeus não lutariam ao lado das tropas de Kiev, mas atuariam apenas como garantia para a implementação de um possível acordo de paz. A proposta contrasta com declarações anteriores de Putin, que sempre classificou a presença de forças ocidentais no território ucraniano como uma provocação militar.
O papel de Zelensky nas negociações
Nos últimos dias, Trump fez críticas duras a Zelensky, chamando-o de “comediante modestamente bem-sucedido” e “ditador”. Ele também afirmou que o líder ucraniano dificulta a obtenção de acordos.
Em resposta, Zelensky acusou Trump de exigir US$ 500 bilhões em riquezas da Ucrânia em troca de apoio dos EUA e afirmou que “não poderia vender o próprio país”. O líder ucraniano também sugeriu que estaria disposto a deixar o governo caso a Ucrânia conseguisse ingressar na Otan.
No domingo (23), representantes da Rússia e dos Estados Unidos se reuniram na Arábia Saudita para discutir um possível cessar-fogo, sem a participação de autoridades ucranianas.
Fontes:
g1.globo.com
cnnbrasil.com.br
oglobo.globo.com