Moradores da Rua Grajaú ficaram indignados com a remoção de uma ficus de 180 anos sem que a Fundação Parques e Jardins apresentasse um laudo oficial justificando a ação. A ausência de transparência gerou revolta local.
Vozes da comunidade
Ilan Wettreich, presidente da associação de moradores (Amagraja), declarou que a árvore é um patrimônio histórico e ambiental: “Não somos contra o corte, mas exigimos entender os motivos da retirada.” Sua vice, Ana Luiza, comparou o ato à destruição de um legado vivo.
Responsável pela solicitação
A solicitação da remoção partiu de Natasha D’Uva Solle Caldeira, proprietária do número 53 da Rua Grajaú, onde funcionará uma creche de três pavimentos. A justificativa técnica, porém, não foi comunicada aos moradores, gerando impasse institucional.
Condições técnicas observadas
O presidente da FPJ, Ricardo Pinheiro, explicou que um pedido inicial em 2024 resultou apenas em poda, pois o acesso ao imóvel foi negado. Após vistoria em maio, verificou-se que as raízes comprometiam a cisterna e os galhos ameaçavam o telhado. Então, foi autorizada a supressão.
Retrocesso no diálogo institucional
Embora o órgão afirme estar disponível para esclarecer dúvidas e dialogar com a sociedade e associações, os moradores relataram falta de comunicação e insatisfação com o processo técnico que culminou na remoção da ficus.
Fontes: odia.ig.com.br