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Cidade assume protagonismo global na promoção da leitura e da literatura com uma agenda cultural intensa que começa no Dia Mundial do Livro.

Ao som do clássico “Cidade Maravilhosa”, o Rio de Janeiro lançou oficialmente, nesta sexta-feira (11), sua marca como Capital Mundial do Livro 2025. A cerimônia simbólica aconteceu no Real Gabinete Português de Leitura, no Centro da cidade, e marcou o início de um ano dedicado à democratização da leitura.

A Unesco concedeu o título pela primeira vez a uma cidade de língua portuguesa, reconhecendo o potencial do projeto carioca para ampliar o acesso ao livro e mobilizar a população em torno da literatura. A programação começa no dia 23 de abril, quando se celebra o Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor.

Cidade sem ponto final: leitura como política pública

Durante o evento, o prefeito Eduardo Paes e a ministra da Cultura, Margareth Menezes, assinaram um protocolo de cooperação entre o município e o governo federal. O objetivo é claro: levar o livro para todas as regiões do Rio, com ações culturais, sociais e educativas.

“O Rio é uma cidade sem ponto final”, declarou Paes. Para o prefeito, o incentivo à leitura reforça políticas públicas de educação e cidadania. “Não existe nação sem livros. Ser patriota é defender a leitura”, completou.

A ministra Margareth Menezes, por sua vez, exaltou a importância da literatura na construção da identidade nacional. Ela também citou nomes como Machado de Assis e Clarice Lispector, e encerrou sua fala cantando uma versão musicada de um poema de Florbela Espanca.

Como o Rio conquistou o título

A escolha da Capital Mundial do Livro é feita anualmente pela Unesco. Para concorrer, as cidades apresentam um dossiê com propostas que promovam a leitura e o livro como ferramentas de transformação social.

A candidatura carioca foi coordenada pela Secretaria Municipal de Cultura e teve o apoio de diversas instituições, como o Real Gabinete Português de Leitura, Fundação Biblioteca Nacional, Academia Brasileira de Letras (ABL), Pen Clube, entre outras.

A proposta do Rio se destacou por combinar ações educativas com impacto social e cultural, promovendo o livro em escolas, bibliotecas, praças e até redes sociais.

Marca lançada com protagonismo e diversidade

Durante a cerimônia, foi revelado o símbolo oficial da iniciativa “Rio Capital Mundial do Livro”. O evento também reforçou o papel do Rio como ponte entre culturas, destacando seu compromisso com a diversidade linguística e cultural.

Ao longo de 12 meses, a cidade sediará atividades literárias descentralizadas, com envolvimento de artistas, leitores, escolas e bibliotecas. A programação promete alcançar diferentes territórios da cidade, de forma inclusiva e participativa.

Fontes: g1.globo.com/diariodorio.com/

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