A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou, nesta segunda-feira (22), a autorização para a licitação de grelhas anti-furto de polietileno, uma medida estratégica para reduzir os frequentes roubos de bueiros na cidade. A decisão foi tomada pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos, que aposta em novas tecnologias para evitar o prejuízo financeiro e os riscos à segurança da população.
Aprovado Após Testes Bem-Sucedidos
Desde abril deste ano, a Secretaria tem testado grelhas articuladas feitas de polietileno em diversos bairros da cidade, incluindo Botafogo, Centro, Madureira e Tijuca. Durante esse período, as peças provaram ser extremamente resistentes, suportando o tráfego pesado de caminhões e carretas sem apresentar danos ou sinais de vandalismo. A novidade é que, até agora, nenhuma das peças instaladas foi furtada ou danificada, o que tem gerado confiança nos responsáveis pelo projeto.
O secretário de Conservação e Serviços Públicos, Diego Vaz, destacou a importância da mudança no material utilizado. “O polietileno não tem valor no ferro-velho, o que desestimula o roubo. Além disso, os testes demonstraram a resistência necessária para suportar o peso de veículos pesados”, explicou o secretário. Ele também ressaltou que a meta da Prefeitura é licitar as novas grelhas até o fim de 2025 e garantir a distribuição do modelo para todas as Gerências de Conservação a partir de 2026.
Impacto Financeiro e Social
No primeiro semestre de 2025, o Rio de Janeiro já havia trocado mais de 1.800 grelhas e tampas de bueiros, com um custo aproximado de R$ 300 mil, dinheiro que poderia ser destinado a outras áreas da cidade. Além do impacto financeiro, a falta de tampas de bueiros representa um grande risco para a segurança de pedestres e motoristas. “Investir em novas tecnologias não só ajuda a reduzir os danos ao patrimônio público, mas também contribui para a segurança da população”, afirmou Vaz.
A Perspectiva de Legislação Mais Rigorosa
Diego Vaz também destacou a necessidade de uma legislação mais rígida contra crimes contra o patrimônio público. “O dinheiro do cidadão do Rio não pode ser desperdiçado dessa forma. Precisamos de uma abordagem mais dura para combater esses furtos que afetam diretamente a qualidade de vida da população”, afirmou o secretário.