No primeiro trimestre de 2025, o Rio de Janeiro registrou a abertura de 68,9 mil novos pequenos negócios, consolidando-se como um dos maiores polos empreendedores do país. O dado, divulgado pelo Sebrae Rio, destaca a força do empreendedorismo fluminense, que colocou o estado na quarta posição no ranking nacional — atrás de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.
Região Metropolitana lidera expansão
A Região Metropolitana concentrou 77% dos novos negócios, com a capital, Rio de Janeiro, somando 31 mil CNPJs abertos. Na sequência, Duque de Caxias registrou 3,7 mil, Nova Iguaçu teve 3,6 mil, São Gonçalo alcançou 3,1 mil e Niterói contabilizou 2,6 mil novos empreendimentos.
Esse avanço regional reforça a concentração econômica no entorno da capital fluminense e destaca o papel estratégico desses municípios na dinâmica de negócios local.
Perfil das novas empresas
Do total de registros, 97% são pequenos negócios. Entre eles, os microempreendedores individuais (MEIs) dominaram com 62,5 mil aberturas, seguidos por 3,6 mil empresas de pequeno porte e 803 microempresas. Os dados revelam que a formalização segue como uma alternativa diante das incertezas do mercado de trabalho tradicional.
Segundo Antonio Alvarenga, diretor-superintendente do Sebrae Rio, o cenário reforça a importância da capacitação. “O empreendedor precisa acompanhar tendências, superar desafios e tornar seu negócio mais sustentável”, ressaltou.
Setores mais procurados
A maioria dos novos negócios reflete as demandas imediatas da população. Os setores com maior número de registros foram:
- Logística e transporte – 15,1 mil aberturas
- Saúde e bem-estar – 11 mil
- Serviços de alimentação – 5,6 mil
- Casa e construção – 5,2 mil
- Serviços administrativos e facilities – 4 mil
- Educação – 3,6 mil
- Supermercados e hipermercados – 3,1 mil
- Marketing e publicidade – 2,4 mil
- Turismo e eventos – 2,2 mil
- Moda e confecção – 1,8 mil
Esses segmentos respondem por mais de 80% das novas empresas abertas no período.
Tendência de crescimento
Embora o ano apenas tenha começado, o ritmo de crescimento indica um 2025 promissor para o empreendedor fluminense. A busca por independência financeira e flexibilidade segue estimulando a abertura de negócios próprios, especialmente entre quem busca alternativas de renda.
Esse movimento, embora ainda precise de políticas públicas de apoio contínuo, já sinaliza uma mudança estrutural no perfil do trabalhador e da economia regional.
Fontes: oglobo.globo.com/diariodorio.com