Até setembro de 2025, a cidade do Rio de Janeiro registrou 1.798 novos casos de HIV, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A região mais impactada é a Zona Oeste, com Campo Grande liderando com 91 casos, seguido por Bangu e Santa Cruz, com 73 casos cada, Guaratiba com 63 e Realengo com 54. Na Região Central, a Lapa apresentou 73 casos.
A faixa etária mais acometida gira em torno de 32 anos, sendo que homens representam 68,14% dos diagnósticos. Pessoas pardas foram responsáveis por cerca de 64,6% dos casos, destacando a necessidade de políticas públicas direcionadas para grupos mais vulneráveis.
Serviços e estratégias de prevenção
A SMS reforça que oferece atendimento integral para pessoas diagnosticadas com HIV, incluindo tratamento contínuo, acompanhamento médico e medidas de prevenção para reduzir novas infecções. Entre as principais estratégias estão:
- PrEP (Profilaxia Pré-Exposição): medicamento preventivo disponível em todas as 239 unidades de clínicas da família e centros municipais de saúde. O acesso exige avaliação profissional para verificar risco e critérios de indicação.
- PEP (Profilaxia Pós-Exposição): uso de antirretrovirais por 28 dias após possível exposição ao vírus, seja por relações sexuais desprotegidas, violência sexual ou acidentes com material biológico.
- Testes rápidos, preservativos internos e externos e gel lubrificante: distribuídos gratuitamente em unidades de saúde e campanhas educativas.
Além disso, a SMS realiza campanhas de conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce, incentivando o público a procurar unidades de saúde regularmente.
Impacto e importância da prevenção
Segundo a SMS, a prevenção combinada e o acompanhamento médico são essenciais para reduzir a transmissão do HIV e garantir qualidade de vida aos pacientes. A prefeitura destaca que o acesso à PrEP e PEP, aliado à testagem constante, contribui para identificar novos casos de forma rápida, evitando que a doença se propague.
As autoridades de saúde reforçam a necessidade de ampliar políticas públicas de educação e prevenção, especialmente em áreas com maior incidência do vírus, como a Zona Oeste. O objetivo é garantir acesso a informações, atendimento médico e recursos de prevenção para toda a população, contribuindo para a redução dos índices de HIV na cidade.