O Prefeito Eduardo Paes sancionou na última semana a Lei Nº 8.968/2025, que estabelece o Programa de Tratamento Multidisciplinar para Pessoas com Fibromialgia na cidade do Rio de Janeiro. A lei, proposta pelo vereador Rogério Amorim (PL), visa garantir a pacientes com fibromialgia um atendimento especializado, humanizado e integral, com apoio de uma equipe multidisciplinar composta por médicos, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e nutricionistas.
A fibromialgia é uma doença crônica que afeta cerca de 3% da população brasileira, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia. Ela causa dores intensas e generalizadas no corpo, principalmente nos músculos e tendões, o que compromete a qualidade de vida das pessoas afetadas, tornando atividades cotidianas simples, como caminhar ou se alimentar, extremamente desafiadoras.
Abordagem Multidisciplinar
De acordo com a nova legislação, o programa de tratamento será estruturado com uma abordagem multidisciplinar, com o objetivo de fornecer cuidados contínuos e completos aos pacientes. As parcerias com instituições de ensino e pesquisa também estão previstas para incentivar o desenvolvimento de novos métodos terapêuticos e práticas inovadoras de tratamento, aprimorando a qualidade do atendimento.
“O programa será um marco para o atendimento a pacientes com fibromialgia no Rio de Janeiro. A ideia é garantir um suporte médico completo, com acompanhamento em diversas áreas da saúde, além de promover a integração social daqueles que, muitas vezes, ficam afastados de suas atividades normais devido à dor constante”, afirmou Rogério Amorim, autor da proposta.
Impacto na Vida Cotidiana
O programa de tratamento não só visa aliviar as dores físicas, mas também buscar soluções para os efeitos emocionais e sociais da doença. Com serviços que englobam desde o diagnóstico precoce até a reabilitação física e mental, a proposta tem como foco melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reintegrá-los à sociedade.
O vereador também ressaltou que a fibromialgia afeta diretamente a autonomia dos indivíduos, e muitos acabam se isolando devido às limitações impostas pela doença. Por isso, o programa contribuirá para reduzir o impacto da doença nas atividades cotidianas e promoverá a interação social dos pacientes.
Oportunidades para a Pesquisa
Além de tratar diretamente os pacientes, a Lei Nº 8.968/2025 prevê que o programa colabore com instituições acadêmicas e de pesquisa, criando um ambiente propício para o desenvolvimento de novos tratamentos e tecnologias para o combate à fibromialgia. Este investimento em pesquisa científica visa não só melhorar as terapias existentes, mas também criar novos tratamentos que possam transformar a abordagem atual da doença.
Fontes: camara.rio